UCID questiona se preço dos combustíveis praticado no aeroporto de São Vicente, o dobro, é feito de forma deliberada

12/02/2019 00:07 - Modificado em 12/02/2019 00:07
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Não é só na retirada do voos internacionais de e para São Vicente, no Aeroporto Internacional Cesária Évora (AICE), que a ilha está a ser prejudicada. Também está pagando mais caro pelo combustível Jet A1 para a aviação.

Palavras de António Monteiro, presidente do partido da oposição UCID, que diz que o seu partido não consegue entender, como é que o preço de um galão do combustível Jet A1 custa mais do dobro, em S. Vicente, que o preço nas outras ilhas.

Posto isso, desafia o governo a esclarecer esta situação, em que as companhias que operam através de São Vicente são as mais prejudicadas. Se existem quatro aeroportos internacionais, como é possível que três deles praticam o mesmo preço e o AICE, o preço é diferenciado, mais caro. “São dois dólares nos restantes aeroportos e em São Vicente são cinco dólares, por galão”, o que considera ser um forte motivo de travão no desenvolvimento da ilha.

E questiona se não existe por trás disso uma “vontade deliberada” de congestionar e dificultar o funcionamento do aeroporto.

Por isso considera que o Ministério da Indústria e Energia, bem como o Ministério da Economia e Turismo devem se pronunciar sobre este assunto, que levanta muitos questionamentos.

O líder da UCID diz ainda que é preciso dar a oportunidade às companhias que operam no AICE de abastecer e provavelmente e partir de São Vicente, com voos internacionais e domésticos.

Em relação ao concurso de concessão de transportes marítimos, lançado pelo governo e que já se tem resultados, Monteiro diz que os partidos também estão às cegas, sobre esta questão, uma vez que o governo gere a mesma como se se tratasse de um grande segredo de Estado e portanto, considera que não deve haver tanto sigilo sobre algo que diz respeito a todos.

Diz-se expectante pelo pronunciamento do governo e ajuntou que este deve estar a repensar a situação, após diversas chamadas de atenção por parte dos partidos e espera que decida fazer marcha no processo para que os armadores nacionais tenham mais condições para poderem prestar melhores serviços.

Isso porque segundo Monteiro, estamos a falar de um país com uma dimensão diminuta e arriscar com companhias internacionais, que de um momento para outro podem retirar-se do mercado comprometendo as ligações, é um cenário que precisa ser analisado. Por isso acredita que estas devem ser feitas dento do nosso contexto. Referindo-se ao caso da Cabo Verde Airlines, conclui que até hoje ninguém conseguiu demonstrar que outra companhia é mais rentável para o país que a CV Airlines.

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