Agências de viagens acreditam que Turismo em Cabo Verde só vai aumentar quando baixar o preço das tarifas nos voos domésticos

11/02/2019 00:48 - Modificado em 11/02/2019 00:49

O vice-presidente da Associação de Viagens de Cabo Verde (AAVTCV), Bino Santos, afirmou neste domingo que o turismo interno é essencial e que só vai aumentar quando os preços dos voos domésticos baixarem.

Em declarações para a imprensa, à margem do Encontro Nacional das Agências de Viagens e Turismo, que decorre na Praia, o vice-presidente acredita que se houver mais companhias a fazer voos domésticos e mais condições para os transportes marítimos, Cabo Verde terá um turismo interno com “mais fluxo inter-ilhas”.

Para Bino Santos, se houver mais opções talvez os preços baixem e assim o país terá um maior fluxo interno. “O turismo doméstico é essencial. É um factor que pode mobilizar e ganhar mais enfoque” sustenta.

“Sabemos que as viagens vão depender dos custos aeroportuários e da gestão das companhias aéreas, mas a solução vai ser criar outras condições e aumentar a oferta turística para ser competitiva” afirma o vice-presidente.

Segundo Bino Santos, a ideia é trabalhar com a Direcção Geral do Turismo, para tentar solucionar pacotes e ofertas de produtos turísticos para fugir da temática da viagem. Porque a viagem está condicionada, porque as companhias aéreas cada vez mais querem assumir a venda dos bilhetes”.

Bino Santos acredita que o objectivo passa por maior enfoque na área da oferta de pacotes e produtos turísticos de Cabo Verde.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), entre Janeiro e Setembro de 2018, os estabelecimentos turístico do país registaram mais de 533 mil hóspedes e cerca de 3,6 milhões de dormidas, mais 8,1% e 8,9% respectivamente em relação ao mesmo período do ano anterior.

A ilha do Sal foi a que mais turistas acolheu, com 51% do total das entradas, seguida da ilha da Boa Vista (30,6%) e Santiago (9,3%).

O Reino Unido surge como a principal origem dos turistas estrangeiros que visitam Cabo Verde, seguindo-se Portugal, Alemanha, Países Baixos e França.

De frisar que nesta altura do ano e quando o mercado interno é dominado pela Binter, uma viagem inter-ilhas de avião custa 20 mil escudos.

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