Director do AICE diz que vinha sendo ameaçado de morte pelo ex-funcionário da ASA

6/02/2019 00:34 - Modificado em 6/02/2019 00:35
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Em Outubro de 2018 o Director da ASA, Teófilo Figueiredo, apresentou na Procuradoria da República uma queixa contra o ex- funcionário da ASA, Armando Gonçalves por calúnia e ameaças de morte contra  si e contra a sua família. Refere que desde de junho de 2018  Armando Gonçalves, ex-funcionário da empresa, começou a manifestar a intenção, na altura ainda em  funções, de perturbar o funcionamento normal dos trabalhos, depois de terem sido efetuadas algumas alterações na chefias intermédias, das quais fazia parte.

Insatisfeito com estas alterações, o ex-funcionário, desde que  tomou conhecimento de que deixava de exercer as funções que vinha exercendo há alguns anos, reagiu mal, o que não conseguiu esconder, passando a ameaçar de diversas formas, as pessoas que ele considerava responsáveis pela decisão, nomeadamente, o Diretor do Aeroporto de São Vicente, Teófilo Figueiredo.

Destas, constam ameaças verbais de que se iria vingar . “Ainda com desrespeito a ordens diretas da sua chefia, bem como mostrar, por diversas formas, o seu descontentamento e ódio para com responsáveis da empresa”.

Figueiredo  explica que começaram a circular diversas mensagens informáticas anónimas no aeroporto, atacando o administrador e o diretor, com calúnias de corrupção, relativamente a processos e obras, anexados de documentos, a que ele teve acesso quando exercia as suas funções.

Teófilo Figueiredo diz que passou a receber diariamente, e-mails anónimos com ameaças de morte a ele e à sua família, com detalhes que conduzem diretamente ao ex-funcionário. Diz, num deles, que foi humilhado e que se irá vingar e que as filhas dos responsáveis pela situação pagarão pelos seus erros.

Recebeu ainda massagens na sua rede social Facebook com imagens alusivas à morte. Algumas com fotos e vídeos de caixões e sepulturas, com uma foto de todo o agregado familiar do visado.

E, num último e-mail a ameaça torna contornos ainda mais graves, escrevendo: “…a nossa vingança será realizada. É uma questão de tempo… O nosso ódio é eterno e a ordem da vossa execução é aleatória…”. Mensagens que causaram “enormes transtornos”, pois, conforme afirma, nunca se sabe a que ponto um individuo desses pode chegar”.

Portanto esclarece que não existe outras razões, para que ele, Teófilo Figueiredo, pense na hipótese de que essas ameaças poderem proceder de outra pessoa, senão do ex-funcionário, Armando Gonçalves.

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