Situação da lixeira intermunicipal preocupa operadores turísticos de Santo Antão

31/01/2019 16:46 - Modificado em 31/01/2019 16:46
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Já encarada como um problema de saúde pública na ilha de Santo Antão, a lixeira intermunicipal, está a preocupar os operadores turísticos, que se mostram afligidos com o impacto negativo que essa lixeira está a ter no turismo santantonense.

Tendo em vista a resolução deste problema, os operadores já manifestaram as suas preocupações ao ministro do Turismo, José Gonçalves, que está a efectuar uma visita a Santo Antão, alertando para o facto dessa lixeira, situada nas proximidades da Aguada de Janela, no enfiamento da estrada Porto Novo/Janela, estar a dar “uma má imagem” à ilha e com repercussões negativas para o turismo local.

De acordo com o operador Anilton Fortes, nesta altura, a situação da lixeira intermunicipal representa “uma grande preocupação” para os agentes turísticos, que estão mesmo “agoniados com o estado desse espaço”, também, já considerado, pelas autoridades sanitárias, um problema de saúde pública em Santo Antão.

“O problema que mais preocupa os operadores turísticos tem a ver com essa lixeira. Estamos mesmos agoniados com essa situação”, assinalou este operador turístico à Agencia Cabo-verdiana de Notícias.

Nos últimos anos, os santantonense, de uma forma geral, têm estado a pedir o encerramento ou deslocalização dessa lixeira, utilizada pelos municípios do Paul e Ribeira Grande, para um sítio mais adequado, devido a proliferação do lixo um pouco por toda a ilha

 A Associação dos Municípios de Santo Antão, também mostra-se preocupada com esta situação, assegurando que o encerramento da lixeira intermunicipal passará pela construção do aterro sanitário nesta ilha, cujo financiamento, à volta de 200 mil contos, está a ser mobilizado pelo Governo e municípios.

Nos próximos anos, a ilha vai ser abrangida com investimentos no domínio do saneamento em mais de quatro milhões de contos, incidindo na prevenção e gestão de resíduos. 

Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANAS), os investimentos, vão ser assegurados no âmbito do Plano Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável (PEDS), previsto para o período 2017/2021.

Para além de Santo Antão, os investimentos, abarcam ainda as ilhas de São Vicente, São Nicolau, Sal, Boa Vista, Santiago e Brava. Recaem na construção, relocalização e requalificação de infra-estruturas de tratamento e valorização dos resíduos.

No caso especifico de Santo Antão, que enfrenta “uma situação de emergência” em termos de gestão dos resíduos sólidos (Ribeira Grande e Paul) e líquidos (Porto Novo), o Governo garante estar “empenhado em dotar esta ilha, a médio prazo”, de um aterro sanitário, infra-estrutura que será localizada no Porto Novo, segundo estudos já efectuados.

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