Governo e oposição com visões diferentes sobre a empregabilidade jovem

30/01/2019 14:37 - Modificado em 30/01/2019 14:37
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No debate mensal com Ulisses Correia e Silva, nesta quarta-feira, foi abordado o tema sobre a empregabilidade jovem no país, onde o Governo e MPD, acreditam que já há sinais do trabalho feito no decorrer destes dois anos, enquanto que, o maior partido da oposição, o PAICV, acusa o governo de ter destruído todo o trabalho feito até 2016, aquando da governação dos tambarinas.

Ulisses Correia e Silva, apresentou números que, na visão do governo, demonstram um claro sucesso das políticas de emprego que tem vindo a ser executadas desde que entrou no Governo. Apontando que a taxa de desemprego diminuiu em 2017 para 12,2% apesar da dura seca e do mau ano agrícola.

Segundo o mesmo, as taxas de desemprego jovem e de subdesemprego diminuíram. “o emprego de jovens com formação superior aumentou de 12,1% em 2015, para 13,6% em 2017. A taxa de crescimento de trabalhadores e de entidades patronais inscritos na segurança social tem aumentado. O emprego criado pelo sector privado que era de 31,2% em 2013, passou para 40,4% em 2017” sintetizou.

No tocante ao ano 2019, o PM, garantiu que está optimista, porque as medidas e os investimentos que estão em curso vão acelerar a melhoria do ambiente de negócios e a redução dos custos. “Aumentar os rendimentos das famílias, reforçar a inclusão social e aumentar a actividade económica e as oportunidades de emprego nas ilhas” afirma.

No entanto sustenta que existem cerca de 65 mil jovens que estão fora do emprego, da educação e da formação, e por isso, o Governo está a trabalhar para reduzir estes números através de Politicas Integradas para a Empregabilidade com suporte em Educação para Todos e de Qualidade, com políticas activas de emprego e fomento empresarial.

Por sua vez, Janira Hopffer Almada, presidente do maior partido da oposição, acusa o Governo de já ter fechado dois dos 14 centros de empregos, que foram criados pelo PAICV, assegurando que os outras estão agora “subaproveitados e quase ás moscas. O número de acções de formação e de beneficiários diminuiu”.A líder do PAICV, questionou o PM, sobre como espera criar os 45 mil novos postos de trabalho para a juventude, que prometeu na altura da campanha eleitoral para o presente mandato, sublinhando que será impossível isto acontecer no cenário actual.

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