México e Uruguai vão apresentar na ONU propostas para crise na Venezuela

28/01/2019 23:16 - Modificado em 28/01/2019 23:17
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Representantes do México e do Uruguai vão entregar hoje ao secretário-geral da ONU, António Guterres, propostas de diálogo para tentar resolver a crise política na Venezuela, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Jorge Arreaza.

“Há propostas concretas para facilitar novos processos de diálogo” avançadas pelos governos dos presidentes mexicano, Andrés Manuel Lopez Obrador, e uruguaio, Tabaré Vazquez, e alguns países das Caraíbas, disse o ministro numa conferência de imprensa.

Os representantes destes países vão entregar a Guterres uma “mensagem de diálogo” para “procurar com a Venezuela [uma saída] que não um golpe de Estado nem uma violação do direito internacional”.

Na quinta-feira, António Guterres disse esperar “que o diálogo seja possível para evitar uma escalada que conduza a um conflito que será um desastre para a população do país e para a região”.

A crise política na Venezuela, país rico em petróleo que atravessa uma grave crise económica e social, acentuou-se na semana passada quando o presidente da Assembleia Nacional (parlamento), Juan Guaidó, se proclamou Presidente interino, invocando um vazio de poder, por considerar ilegítima a reeleição do presidente Nicolás Maduro.

Os Estados Unidos e vários países latino-americanos reconheceram Guaidó como presidente e a União Europeia (UE) exigiu a Maduro a convocação de eleições “nos próximos dias”, caso contrário reconhecerá Guaidó.

O México e o Uruguai, que até ao momento não reconheceram Guaidó, propõem uma negociação para uma solução política, naquela que é a quinta tentativa de diálogo desde 2014.

A crise tem sido marcada por agitação civil que, numa semana, fez 35 mortos e levou à detenção de 850 pessoas.

“Os outros governos não respeitam a Constituição e o Presidente Lopez Obrador respeita-a, faz o que deve ser feito”, disse o ministro venezuelano, elogiando uma posição que considerou não ser de “submissão aos Estados Unidos”.

Na sexta-feira, Nicolas Maduro disse-se disposto a dialogar com Guaidó, mas este recusou aceitar “um falso diálogo”.

“Maduro está disposto a dialogar. Se for dentro de 15 minutos, reunimos. Se for amanhã, reunimos. Se for na próxima semana, reunimos”, insistiu Arreaza.

Por Lusa

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