Mulher e cunhados matam homem e enterram-no no quintal

28/01/2019 15:12 - Modificado em 28/01/2019 15:14
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Empresário discutiu com a mulher, que o terá matado à pancada com a ajuda do irmão e da mulher nas Caldas da Rainha

Local onde o corpo se encontrava enterrado

O proprietário de uma destilaria em Vidais, nas Caldas da Rainha, foi atraído para uma cilada pela companheira, que o assassinou com a ajuda do irmão e da namorada deste.

O cadáver foi envolvido em fita adesiva e enterrado no quintal de uma moradia, sendo o crime descoberto um ano mais tarde. Os três acusados da morte começam esta segunda-feira a ser julgados, no Tribunal de Leiria, por homicídio e ocultação de cadáver, entre outros crimes.

O desaparecimento de José Noronha, de 55 anos, foi comunicado às autoridades a 26 de fevereiro de 2015, mas o empresário terá sido assassinado na noite de 11 para 12 de fevereiro, no apartamento onde vivia com a companheira, Daniela Paulino, de 34 anos, na altura grávida de poucos meses.

Na sequência de uma discussão, a companheira, o irmão, Nelson Paulino, 27 anos, e a namorada, Patrícia Martins, 29 anos, atacaram o empresário com “várias pancadas” até cair e perder os sentidos, após o que amarraram o corpo com fita adesiva e uma corda de nylon.

De seguida envolveram o cadáver num cobertor e levaram-no para a bagageira de um carro, onde ficou vários dias, até ser levado para o quintal de uma moradia, em Alfeizerão, Alcobaça, onde o enterraram. Só um ano depois é que o corpo foi descoberto e desenterrado, na sequência de uma investigação da Polícia Judiciária de Leiria, que deteve os três alegados autores do crime.

Interrogados no Tribunal de Leiria, a 5 de fevereiro, foram constituídos arguidos e libertados após o interrogatório, mas ficaram sujeitos a apresentações diárias.

PORMENORES

Vendeu carros Após o crime, Daniela falsificou a assinatura do empresário para poder vender dois carros que eram dele, apoderando-se do dinheiro. Está por isso acusada de dois crimes de falsificação de documentos.

Falsidade

Ao ser inquirida, a propósito do desaparecimento de José Noronha, Daniela disse nada saber e mostrou-se preocupada. Mentiu e por isso está acusada de um crime de falsidade de depoimento.

Arma proibida

Numa busca a um carro de Patrícia Martins foi descoberta e apreendida uma faca de 12 centímetros. Por causa disso, está acusada de detenção de arma proibida, além dos outros crimes. 

Em CM

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