Desvio na Caixa Económica: Herberto Rodrigues conhece sentença na próxima segunda-feira

25/01/2019 14:15 - Modificado em 25/01/2019 14:16
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Pesa sobre o arguido a possibilidade de uma condenação a 17 anos de prisão. Pena proposto pelo MP e ainda uma indemnização à Caixa Económica em mais de 66 mil contos.

Inicialmente agendada para esta sexta-feira, 25 de Janeiro, a leitura da sentença do processo contra o ex-funcionário da Caixa Económica, Herberto Rodrigues, “Bety”, por alegados crimes de falsificação de documentos, lavagem de capitais, burla continuada e o desvio de milhares de contos. O arguido nega todas a acusações que recaem sobre si, enquanto exerceu os cargos de caixa principal e subgerente da Caixa Económica, na agência 5 de Julho, em S. Vicente. 

Crimes alegadamente cometidos ao longo de 14 anos, no período entre 2001 a 2015 e, segundo a acusação, não fosse a suspensão do arguido das suas funções e reclamações dos clientes este continuaria a cometer os crimes.

Desde de 08 Novembro de 2018, altura em que foram feitas as alegações finais, o arguido está a espera de conhecer a sentença, que agora, por motivos desconhecidos, o juiz Manuel Andrade adiou para a próxima semana. De relembrar que o arguido nega todas as acusações recaem sobre si.

O Ministério Público alega que durante as sessões de julgamento foram provados os crimes que pesam sobre o ex-funcionário da CECV e considerou que este cometeu os crimes de forma premeditada ao longo de 14 anos e que em nenhum momento mostrou-se arrependido dos seus actos e por isso requereu a condenação de “Bety”, a uma pena nunca inferior a 17 anos de prisão efectiva.

Por seu lado, a defesa considerou na altura que a pena de 17 anos pedida pelo MP é um exagero e que este apenas quer fazer do seu cliente um exemplo e que caso haja condenação, esta deve ser da mesma medida que a sua culpa.

Na altura do julgamento, a Caixa Económica de Cabo Verde pediu ao tribunal que arguido Herberto Rodrigues seja condenado a devolver o montante por ele indevidamente apoderado e que até ao momento totaliza o montante de 56 mil contos que corresponde às quantias pertencentes a diversos clientes e ao próprio banco, assim como o valor de 10 mil contos por danos morais causados à instituição.

O julgamento de Herberto Rodrigues começou no dia 17 de Outubro de 2018. Acusado dos crimes de falsificação de documentos, lavagem de capitais, burla continuada e o desvio de milhares de contos.

Elvis Carvalho

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