Taça de S. Vicente: Académica do sonho ao pesadelo

21/01/2019 00:20 - Modificado em 21/01/2019 00:20
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Em jogo a contar para a Taça de S. Vicente, o Mindelense venceu, este sábado,19, a Académica por 2-4 nas penalidades. No tempo regulamentar registou-se um empate a duas bolas, tendo a Académica desperdiçado uma vantagem de dois golos.

Ao contrário da semana passada em que estas mesmas duas equipas se defrontaram para o Campeonato Regional, desta feita a história foi bem diferente. Diga-se, em abono da verdade, houve mesmo festa da “Taça” no Adérito Sena. Em campo estiveram duas equipas desinibidas, não negando esforços, lutando até ao fim pela passagem à segunda fase da Taça.

Ambas as equipas apresentaram-se em campo com várias alterações em relação aos onze apresentados na semana passada. Só da parte da  Académica, foram seis as alterações. A equipa da “Micá” cedo conseguiu uma vantagem de dois golos no marcador.

Decorria ainda o primeiro minuto de jogo e Pepa já colocava os “estudantes” na frente do marcador. Tirou proveito de uma má abordagem do estreante Pelode, (ex-guarda redes do Corinthians) para dar vantagem à “Micá”.

Embalado pelo golo madrugador a Académica não retirou o pé do acelerador e volvidos apenas sete minutos, voltou a marcar. Desta feita por Maniche que na cobrança de um livre directo, descaído para a linha lateral, encheu-se de fé, rematou forte e bem colocado, dilatando assim o marcador. De novo ficou a sensação que Pelode poderia ter feito mais neste lance.

Foram dez minutos frenéticos, onde a “Micá” conseguiu superiorizar-se e com facilidade sobre o adversário. O Mindelense que se apresentou com nove caras novas em relação ao seu onze habitual, sentiu o arranque eficaz da Académica, mas não foi ao tapete.

Cedo conseguiu esboçar uma reacção e ao minuto 16 reduziu a desvantagem do marcador através de Ary. O dianteiro dos “encarnados” que saltou do banco, nesta partida, para onze inicial, aproveitou o adiantamento do guardião da Académica, Bruno Brito, e rematou com estilo para o fundo das redes. Estava relançada a partida e a discussão da eliminatória.

A Académica, apesar do golo sofrido, poderia, aos 22 minutos, ter chegado ao terceiro depois de um remate fulminante de Show ter embatido com estrondo na trave da baliza a guarda de Pelode. No entanto, ainda no decorrer do primeiro tempo e por duas vezes os comandados de Rui Leite poderiam ter chegado à igualdade através Guga e Duck.

O Mindelense ia ameaçando e aos 53 minutos chegaria mesmo à igualdade. Lizender conseguiu tirar proveito de uma jogada de insistência, na sequência da cobrança de um livre directo, e igualou a partida. Cinco minutos depois do golo do empate, os Leões poderiam ter chegado a vantagem, mas Bruno negou as intenções de Duck.

O médio Maniche, um dos mais inconformados da “Micá nesta partida, testou mais uma vez os reflexos de Pelode, que desta feita, exibiu-se a um grande nível para impedir novo golo do médio dos estudantes.

Ao cair do pano do jogo, os encarnados ainda tiveram uma soberana oportunidade para eliminarem a Académica mas as intenções de Ary esbarraram em Bruno.

Nas grandes penalidades, a experiencia dos homens de Rui Leite, fizeram toda a diferença, vencendo por 2-4. Mumutcha e Jason falharam por parte da “Micá”, em contraponto do acerto de Djosa e Maniche . Já para os Leões, Papalele, Guga, Metcha e Larry converteram com grande estilo, dando ao Mindelense a passagem da eliminatória.

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