Assembleia Nacional assume que mandou retirar os quadros de Tchalê devido ao teor erótico

16/01/2019 01:07 - Modificado em 16/01/2019 01:07

A administração Assembleia Nacional  assumiu, através de comunicado, que mandou  retirar os quadros do pintor Tchalê da exposição patente na Assembleia Nacional  devido ao seu teor erótico e “Considerando que o evento do Dia da Liberdade e da Democracia previa o acolhimento de 12 Escolas Secundarias da Praia, constituídas na sua maioria por crianças e adolescentes, a administração da ANCV entendeu que o conteúdo dos dois  quadros continha elementos sensíveis que, eventualmente, pudessem ferir a sensibilidade e a capacidade de interpretação das crianças e dos adolescentes”

No documento, a administração da AN lamenta o sucedido e afirma que não analisou previamente o conteúdo dos quadros.

“Lamentamos não ter tido o tempo necessário para apreciar previamente o conteúdo da mesma e as eventuais sugestões que dai pudessem advir”. O comunicado diz que  que “essa tarefa foi atribuída à Direcção Geral das Artes e Industrias Criativas, do Ministério da Cultura, parceira da Assembleia Nacional nesse evento.

 Mas o Ministro da Cultura  veio disser que não mandou retirar os quadros  e  que não é normal a retirada de quadros durante uma exposição. Confirmo que o seu ministério e o artista não foram informados sobre essa medida.

Por outro lado, negou que se trata de um caso de censura, mas sublinhou que é necessário que se esclareça todo o processo para que não se desvie e não se tente induzir por uma verdade que não existe.

“Nós não temos explicações a dar, mas acho muito interessante o debate sobre a retirada ou não dos quadros, sobre a educação artística, educação sexual, tabus, sobre os preconceitos e um conjunto de temáticas, e creio que não se pode pedir a um artista da dimensão de Tchalê Figueira que adapte os seus temas às instituições onde expõe”, sublinhou o governante.

  1. LPM

    Erótico ou pornografico?

  2. jose julio lopes

    Antes da Independencia o homem nem pensaria em fazer isso.O Estado tinha como limite da Soberania a Moral Cristã e o Direito.A sociedade caboverdiana desde a sua origem e assente na moral cristã.Quem conhece as ilhas sabe que assim é.As pinturas portanto ofendem a maioria dos caboverdianos e principalmente os cristãos.A Ordem e a Moral Públicas foram ofendidas gravemente.Eu por mim penso que no tempo da Moral isto seria um caso de Polícia.Ultimamente tem aparecido uns casos que os cristãos devem ter em conta.Até parecem coisas da Nova Era da Nova desOrdem Mundial.

  3. Carlos Drummond

    O que muitos não devem ter compreendido é que com tal acto Tchale conseguiu um reclame de milhões de escudos sem lhe ter custado um centavo.
    Marketing em óptima forma

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