MPD diz que 13 de Janeiro sempre será lembrada como a da liberdade e da democracia

13/01/2019 15:39 - Modificado em 13/01/2019 15:39

De acordo com o líder parlamentar do MpD, esta data será sempre lembrada como a da Liberdade e da Democracia, dois valores supremos que dão forma e conteúdo ao nosso regime político.

 A evocação anual do 13 de Janeiro, no entender de Rui Figueiredo Soares, é muito mais que um cumprimento formal de calendário parlamentar. Deve ser aproveitada para um balanço, ainda que breve, uma espécie de estados gerais, da nossa democracia e liberdade, pela importância de que estas se revestem para a vida dos povos, especialmente para a dos cabo-verdianos.

Assim, esta celebração “deve erigir-se persistentemente em exaltação dos valores supremos da dignidade da pessoa humana, do Estado de Direito democrático, da Paz e da Justiça” e que ganha “particular significado nos tempos hodiernos, marcados por incertezas quanto ao devir da democracia e da liberdade no mundo e turvados por ameaças populistas e extremistas”.

A este respeito temos razões para nos regozijarmos “pois a qualidade da nossa Democracia é tida como referência no mundo”, citando o estudo elaborado anualmente pelo The Economist, onde Cabo Verde destaca-se como o País Lusófono com melhor qualidade democrática, e o segundo melhor classificado em África, situando-se logo a seguir aos Estados Unidos da América e à frente de vários países da União Europeia, de longa e reconhecida democracia.

No entanto, o MPD reconhece que persistem problemas a serem resolvidos e um longo caminho a trilhar até que a nossa democracia seja plenamente consolidada, mas assegura que tal facto não nos deve impedir de celebrar, com humildade e orgulho, os ganhos conseguidos pela Nação.

“Por isso, encorajamos todos os atores políticos, especialmente os Deputados da Nação, legítimos representantes do povo e o Governo da República, órgão central de execução de políticas públicas, a se manterem profundamente empenhados na promoção dos valores democráticos em Cabo Verde”.

Sobre a desconfiança em relação aos políticos, assume este facto, mas alega que “a crença nos valores da democracia representativa não é menor, e deve ser valorizada, para superarmos a crise existente e atingirmos novos patamares de salvaguarda da liberdade e democracia”.  

E que urge, cada vez mais, saber ouvir e dar respostas claras aos cidadãos que legitimamente se manifestam, mas sem demagogias, sem calculismo, sem populismos ou discursos fáceis.

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