O PAICV vai continuar a fazer tudo para que o Governo assuma as suas responsabilidades e realize os compromissos que assumiu com os cabo-verdianos

13/01/2019 15:30 - Modificado em 13/01/2019 15:31

No âmbito das comemorações do dia 13 de Janeiro, o PAICV destaca a forma como chegamos a esta data tão emblemática para a República.

No seu discurso alusivo ao dia Rui Semedo diz que nesta ocasião é sempre bom lembrar como chegamos a esta data tão emblemática deste país que sonha, desmedidamente, aspira, legitimamente, e luta, com todas as suas forças, para ser uma terra onde todos possam viver bem e sentir-se felizes. 

Por isso, assegura de depois de todos os momentos, com altos e baixos, com erros e falhas, mas sempre convictos do caminho a percorrer, “fizemos, todos juntos e com um forte apoio dos cabo-verdianos, um percurso que nos engrandece e nos orgulha na construção desta democracia vibrante e credível com eleições regulares e cada vez mais transparentes”.

Rui Semedo disse ainda que durante estes anos, conseguiu-se introduzir alterações nas regras e nas práticas que dão mais qualidade à nossa democracia e conseguiu-se garantir, até agora, que os Governos sejam a expressão legítima e verdadeira das escolhas e preferências do povo.

“Se todos os organismos internacionais avaliam positivamente a nossa democracia, quer dizer que valeram a pena todos os esforços consentidos, todos os investimentos feitos e toda a mobilização social registada ao longo desses anos e esses resultados devem ser motivo de orgulho, de celebração e de comemoração de todos cabo-verdianos, porque são ganhos da República”.

Ademais, afirma que se todos os cabo-verdianos acreditam na democracia como forma de vida e como a melhor via para a gestão do país, temos que ser capazes de pegar no investimento feito e fazê-lo crescer e florescer, introduzindo os ajustamentos necessários para o seu aperfeiçoamento e consolidação.

“Sem perder de vista as conquistas e os ganhos democráticos, não devemos esquecer que a democracia é um percurso longo, um projeto sempre em construção que exige dos responsáveis um nível profundo de controlo e um policiamento regular, pensando permanentemente na sua qualificação”.

E por isso, apesar de reconhecer que, não obstante os ganhos, há coisas que não vão bem e que precisam urgentemente ser corrigidas.

Como é o caso das falhas nos mecanismos de transparência e prestação de contas; do respeito pelos direitos da oposição democrática; do controle e da fiscalização do executivo; do respeito pelas conquistas da liberdade de imprensa, entre outros.

E portanto, acredita que estas falhas são bastante elementares e primárias para um país, como o nosso, que fez já o percurso que já fizemos e que aspira estar nos lugares cimeiros quando se fala em índice de democracia. “A este propósito medidas devem ser tomadas para que o país não volte a perder pontos e posições nas avaliações internacionais como aconteceu recentemente”.

E que “são falhas facilmente ultrapassáveis desde que haja vontade política, um compromisso firme, e um propósito consequente de melhorar, de forma permanente e sustentada, as conquistas democráticas”.“A terminar, diria que faz sempre sentido celebrar 13 de janeiro se o fizermos na sua plenitude, pelos ganhos e conquistas, pelo percurso que fizemos, pelas insuficiências ultrapassadas, pelos desafios enfrentados e pelas respostas que devem ser encontradas para o permanente aperfeiçoamento da nossa democracia”, conclui.

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