Comerciantes que utilizavam a zona da Torrada para descarga e venda de produtos agrícolas pedem à edilidade um espaço fixo

9/01/2019 00:00 - Modificado em 9/01/2019 00:00
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Os agricultores em Santo Antão, que desde segunda-feira, 07 Janeiro estão proibidos de fazer a descarga e venda de mercadorias na zona de Torrada, por ordem da Câmara Municipal de São Vicente, pedem à edilidade a edificação de um espaço fixo para a troca de produtos.

Numa ronda efetuada, na segunda-feira, pelos novos locais de descarga e venda, as vendedeiras dizem entender a decisão da edilidade, no entanto reconhecem que a disponibilização de um espaço fixo, iria conferir maior dignidade aos vendedores e clientes que aí afluem, por reunir melhores condições de higiene e acomodação.

Por sua vez, a comerciante de legumes Teresa António referiu que, caso sejam criadas outras condições, o volume de vendas irá aumentar, pois pensa que assim o espaço irá atrair mais clientela.

Declarações prestadas por alguns destes comerciantes que deste desta segunda-feira começaram a acatar a ordem de proibição imposta pela edilidade, alegando que essa prática vai contra o Código de Posturas municipais e pelo mesmo espaço não oferecer as melhores condições de higiene.

Portanto e sem contestação acataram a ordem imposta pela câmara de São Vicente, mas alegam que os espaços para onde foram direcionados, no mercado de Ribeirinha e de Monte Sossego, apesar de representarem uma solução temporária, não resolve o problema que é a falta de um espaço próprio e com condições para fazer a descarga dos produtos.

Segundo uma das vendedeiras, no mercado de Ribeirinha, o local é muito estreito e o mercado de Monte Sossego não possui as condições mínimas. “Ao redor do local onde ficamos está sujo”. Outra comerciante afirma que apesar do espaço na zona da Torrada ser de terra batida, é muito melhor que o espaço em Monte Sossego. Parece uma “lixeira” sublinha esta comerciante.

Outra questão abordada é a falta de espaço nos mercados. Estes estão ocupados por outras pessoas e não existem “pedras” disponíveis para todos e que em alguns casos só podem fazer vendas a grosso e por isso, pedem um local fixo que sirva para todos, tanto para os agricultores e produtores de Santo Antão, como pelos comerciantes de São Vicente.

Sobre a questão da falta de espaços no mercado, algo visível para quem passa, o vereador da área de fiscalização diz que existem espaços no mercado de Ribeirinha, com as “pedras” a funcionar e em relação a situação de falta de condições em Monte Sossego, diz que o problema será resolvido de imediato. “Vai ser feito uma limpeza no local e passará a funcionar com todas as condições”.

José Carlos da Luz diz que estará disponível para falar com as vendedeiras, caso estiverem formadas em associação. “Assim falamos de forma a encontrar a melhor solução”, adianta o vereador.

Elvis Carvalho

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