Presidente da República: “É preciso procurar soluções para os problemas que o país enfrenta”

1/01/2019 22:47 - Modificado em 1/01/2019 22:47

Na sua tradicional mensagem de Ano Novo, o Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, destacou a seca que voltou a assolar as ilhas em 2018, o crescimento económico, o desemprego e a insegurança como os temas que marcaram o ano que agora findou.

O Presidente da República (PR) sugeriu que é preciso que se direcione algumas políticas para o meio rural, onde vive grande parte dos cabo-verdianos. O mesmo entende que só com a melhoria de vida destas pessoas é que poderá ter a “capacidade de diminuir a enorme pressão sobre os centros urbanos que se tem sentido nas últimas décadas em Cabo Verde”.

No entanto o PR deixa um apelo às autoridades do arquipélago, para procurarem soluções para os problemas que o país enfrenta. Destas questões Jorge Carlos Fonseca apontou a segurança, desemprego (principalmente o desemprego jovem) e a seca como os prioritários.

Sobre o desemprego JCF enaltece que é preciso adoptar políticas activas de fomento do emprego, como as contempladas no Orçamento de Estado para 2019. “Devem ser concretizadas com muita determinação e, se possível, ampliadas”.

A segurança é um dos assuntos que no entender do PR suscita maiores preocupações na nossa sociedade, mas congratula-se com as políticas adoptadas pelo actual Governo, visando a diminuição do sentimento de insegurança.

A violência contra a mulher e o abuso sexual contra crianças e adolescentes, foram outros temas abordados por JCF. A esse propósito vincou esses “Atos que repugnam a nossa consciência e apela-nos a uma séria e aturada reflexão sobre tais fenómenos, criando um ambiente institucional e normativo mais eficiente nesse combate. A complexidade dessas situações, quase sempre relacionadas com o uso abusivo de substâncias psicoativas, com destaque para as bebidas alcoólicas, interpela-nos de forma muito incisiva”.

O Presidente anunciou que em 2019 vai promover “uma grande jornada de reflexão sobre estas questões, com a participação de académicos, organizações não governamentais, organismos estatais, entidades religiosas e às vítimas de tais práticas, para, em conjunto, buscarmos os caminhos para se fazer face a essa dura e terrível realidade”.

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