Remessas de emigrantes atingem 15 a 18% do Produto Interno Bruto de Cabo Verde

19/12/2018 00:23 - Modificado em 19/12/2018 00:23
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O Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que a emigração cabo-verdiana tem dado grande contribuição para o desenvolvimento não só dos países de acolhimento, mas sobretudo, de Cabo Verde.

Neste âmbito, realçou a ajuda que os emigrantes cabo-verdianos têm dado ao país com as suas remessas que atingem entre 15 a 18% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago.

De acordo com Luis Filipe Tavares, ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, os actuais índices de desenvolvimento do país tem atraído cidadãos oriundos de outras paragens transformando Cabo Verde em país de origem, de destino e trânsito das migrações e por isso, o Governo já tem no seu dispositivo legal e institucional várias medidas que visam reconhecer os direitos dos migrantes.

E para tal, se compromete, no âmbito do pacto global para migração, levar a cabo acções no sentido de construir uma nova diplomacia dirigidas às comunidades emigradas.

Declarações feitas pelo governante na cerimónia de apresentação do Pacto Global para Migração, no âmbito da comemoração do Dia Internacional do Migrante, assinalado esta terça-feira, 18 Dezembro.

Luis Taveres adiantou ainda fazer parte das acções a serem desenvolvidas pelo executivo a elaboração de um estatuto específico do investidor emigrante. Ter a diáspora como elemento chave da economia do conhecimento e do investimento e abordar a problemática dos deportados na perspectiva da prevenção e integração.

Cabo Verde adoptou o Pacto Global para as Migrações Seguras, Ordenadas e Regulares, no passado dia 10 de Dezembro em Marraquexe (Marrocos), onde o Governo se fez representar, por acreditar tratar-se de um documento de grande importância para a gestão futura das migrações que se querem alicerçadas no pleno respeito dos direitos do homem.

O Pacto Global para a Migração foi criado para melhorar a segurança e a ordem na gestão da migração e reduzir o recurso a rotas migratórias perigosas e caóticas. Um acordo que procura maximizar todos os benefícios da mobilidade humana e mitigar os seus desafios.

Trata-se de um documento abrangente para melhor gerenciar a migração internacional, enfrentar seus desafios e fortalecer os direitos dos migrantes, contribuindo para o desenvolvimento sustentável, destacando princípios e enumerando propostas para ajudar os países a enfrentar as migrações, através de intercâmbio de informação e de experiências, ou a integração dos migrantes.

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