Recuperação em Angola e Moçambique vai tirar os projetos da gaveta

17/12/2018 11:56 - Modificado em 17/12/2018 11:56
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A presidente da comissão executiva da Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento (Sofid) considerou hoje, em entrevista à Lusa, que a recuperação económica em Angola e Moçambique vai fazer os projetos de investimento saírem da gaveta dos empresários.

“Muitas empresas tinham os projetos na gaveta, eles até já existem e estão hoje a ser atualizados e com certeza irão aparecer, até porque com novos instrumentos de cobertura de riscos, de que a Comissão Europeia também é protagonista, estou certa que haverá novos projetos em vários setores”, disse Marta Mariz em entrevista à Lusa, quando questionada sobre o impacto da recuperação económica prevista em Angola e Moçambique no próximo ano.

Os investimentos em várias áreas da economia, acrescentou, “são o desejo destes países, de haver diversificação da economia e as empresas portuguesas serão protagonistas [desta diversificação] pela sua capacidade de fazer nestes países”, acrescentou a responsável, que na semana passada assinou um memorando de entendimento com o Banco Europeu de Investimento que contempla 12 milhões de euros para as pequenas e médias empresas portuguesas investirem nos países africanos de língua portuguesa.

“O BEI viu, e bem, a capacidade portuguesa nesses países, e a Sofid é só uma facilitadora e um meio de transporte para essas grandes multilaterais financeiras”, explicou a presidente desta entidade maioritariamente estatal cujo principal objetivo é apoiar financeiramente os investimentos das empresas portuguesas no estrangeiro.

“A SOFID tem como missão apoiar os investimentos das empresas portuguesas, do setor privado, no países em desenvolvimento, e como tal a prioridade é desenvolver uma série de protocolos com várias instituições financeiras multilaterais internacionais e, também desta forma, permitir às empresas portuguesas aceder ao financiamento para o desenvolvimento, por um lado, e a novos instrumentos mitigadores de risco, seja político, de país ou cambial”, explicou Marta Mariz.

“Queremos colocar-nos como facilitadores de novos financiamentos destes novos atores do financiamento ao desenvolvimento, quer com o BEI, quer com o Compacto Lusófono [assinado com o Banco Africano de Desenvolvimento], temos muitos instrumentos financeiros, agora estamos à espera de novos projetos”, salientou a presidente da comissão executiva da Sofid.

Esta sociedade, que também tem como acionistas minoritários os quatro maiores bancos privados em Portugal, para além da CGD, já assinou protocolos com outras entidades multilaterais vocacionadas para financiar o desenvolvimento, com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), o Banco de Desenvolvimento Inter-Americano ou a Sociedade Financeira Internacional, o braço financeiro do Banco Mundial para o apoio aos investimento do setor privado.

Por Lusa

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