Marcha de indignação : São Vicente exige voos da companhia de bandeira

16/12/2018 16:23 - Modificado em 16/12/2018 16:23
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Este domingo, centenas de pessoas aceitaram o apelo do Movimento cívico Sokols 2017 para juntos, numa ” marcha de indignação” até ao Aeroporto Cesária Évora. Vestidos de negro marcharam pacificamente pela retoma dos voos internacionais de e para São Vicente cancelados desde Setembro de 2017 pela medida política do actual Governo de Ulisses Correia e Silva, no quadro da criação do Hub aéreo com base no Sal, que suspendeu os voos da TACV de e para São Vicente, concretizada através da deliberação da administração da mesma companhia.

Os manifestantes que se concentraram na Praça Estrela, foram transportados, até às imediações do aeroporto, em três autocarros, “hiaces” e carros particulares.

O último quilómetro foi feito em marcha, com os manifestantes munidos de cartazes e puxados por um carro de som. Assim foi, ate à chegada ao Aeroporto, por volta do meio-dia, com palavras de ordem como “queremos a TACV de volta” e “abaixo a centralização”.

Apesar do número modesto, pouco mais de duas mil pessoas, a direcção do movimento considera a adesão e resposta da população foi muito boa. Tendo em conta a dificuldade de organizar uma marcha com esta envergadura e fora da cidade.

O líder do movimento, Salvador Mascarenhas, em declarações à imprensa, alegou que somos 140 mil pessoas a dependerem dos voos, com um cidadão destas ilhas, São Vicente, Santo Antão e São Nicolau a pagarem o dobro de outros cidadãos caso queiram viajar via TACV com destino internacional. “Isso é injusto e não há nenhuma justificação económica para isso”, afirma Salvador Mascarenhas e pressiona o governo ou quem de direito a decidir, porque da próxima vez a manifestação será mais activa, declarou aos que participaram nesta manifestação. Estes dizem que esta é mais uma manifestação de resposta em torno do “desprezo em relação às ilhas periféricas que vivem só de ilusão, do desprezo do governo e descaso, e prometem, mas nunca cumprem.”

Portanto, Salvador Mascarenhas diz que “estamos constantemente a ser enganados” e que de agora em diante “queremos um desenvolvimento harmonioso, equilibrado e justo” para todas as ilhas.

Nessa “marcha de indignação de Soncent”, que levou mais de duas mil pessoas as ruas este domingo, é segundo o Manifesto da Indignação, assinado pelos manifestantes e que será entregue, na segunda-feira, ao Ministro dos Transportes.

Nele informam ao governo que “estamos aqui para exigir a reposição dos voos da Cabo Verde Airlines nesta ilha do Norte. Voos cortados por uma decisão incorrecta tomada de forma superficial e pouco estudada”. E portanto, a clara mensagem deste dia prende-se com a exigência da retoma dos voos para a ilha bem como a autonomia das ilhas perante a capital, conforme o manifesto de indignação lido pelo líder do movimento Sokols em frente ao aeroporto à chegada dos manifestantes.

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