Sokols mobiliza mindelenses mas nem todos estão de acordo com a marcha

14/12/2018 00:20 - Modificado em 14/12/2018 00:20
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O movimento Sokols 2017 organiza no domingo, 16, a “marcha de indignação” como protesto  pela  suspensão pela TACV da ligação de e para Mindelo. Uma situação que continua a suscitar reações e protestos, por parte da população em geral.

O NN saiu às ruas para  saber a  reação dos mindelenses perante a  suspensão da ligações áreas da companhia de bandeira para São Vicente.

 A maioria das pessoas ouvidas pelo NN  está de mãos dadas com o grupo cívico, mas há que defenda opiniões diferentes em relação ao momento em que surge esta manifestação.

 Elias Vieira diz que São Vicente está mal servido, em termos de voos da TACV. Um cenário que cria muitas dificuldades aos familiares que querem visitar os familiares em S. Vicente e não só. “Pessoalmente, já senti isso na pele. ”.

“É claro que vou participar na manifestação, porque é para o bem da nossa ilha, porque sou um cidadão cabo-verdiano, nascido aqui em São Vicente. Acho que todos os são-vicentinos devem participar, eu já participei uma vez”

Para Amílcar Gomes os voos internacionais não só trazem os nossos emigrantes, mas também turistas para a nossa ilha. As empresas são apontadas também como as que muito sofrem com isso, apontando como exemplo a Frescomar que 70% dos seus produtos são para a exportação, e com a retirada dos voos internacionais, isso condiciona e muito.

“Dizem que os voos da TACV para São Vicente,  não estavam davam prejuízo   mas não entendo porque a TAP faz  seis voos para São Vicente. Se a nossa ilha não está dando nenhum lucro, o certo é que a TAP então não faria viagens para a nossa ilha. Mesmo que a TACV esteja na bancarrota, acho que deveria fazer voos para São Vicente”.

No entanto, há quem não esteja de acordo com os métodos utlizados pela Sokols, como é o caso de Miguel Duarte, que diz não apoiar esta causa da Sokols, afirmando que é favor de uma cidadania ativa. “Não vou participar nesta manifestação porque o grupo organizador quer incutir na cabeça das pessoas que é um partido politico, ou seja, da oposição”.

O mesmo explica que, se as pessoas pararem para refletir poderão fazer uma contextualização do estado da TACV, apontando que há várias matérias que já vieram a público e que diz qual é a conjuntura que o atual governo encontrou para a TACV.

“Como referiu o primeiro-ministro é uma decisão do Conselho da Administração, em parte a questão dos voos. São eles que decidem, porque fazem um estudo de mercado para a viabilidade de qualquer operação, e o governo tem a sua palavra a dar porque é uma empresa do estado, mas só que as pessoas têm que entender que a poucos recursos, e a gestão tem de ser bem feita” refere.

Miguel Duarte não compartilha da ideia de que o governo esteja contra São Vicente. Para tanto “é só analisarmos a nossa conjuntura e ver quantos milhões de escudos o governo injetava todos os anos na TACV, e quando o passivo está em crescimento entendo que a estratégia deveria mudar, e fazer uma reestruturação para que a empresa seja viável, e assim atender as linhas onde as viagens são deficitárias, como é o caso de São Vicente”.

Para este cidadão as pessoas têm que entender as situações e dar tempo para que o atual governo possa trabalhar. “Para quem participar nesta manifestação respeito a sua decisão, porque é uma liberdade fundamental que todos têm, mas acho que todos deveriam analisar para ver quando é que uma manifestação é bem vinda. E neste momento a ideia é claramente mostrar que o governo é contra São Vicente, um cenário que não condiz com a verdade” conclui.

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