Perla Negra: defesa tenta pôr em causa legalidade das provas

13/12/2018 00:17 - Modificado em 13/12/2018 00:17
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Durante este primeiro dia da Audiência Contraditória Preliminar, foram várias as testemunhas ouvidas pelo tribunal, entre eles, os inspectores da Policia Judiciária que foram confrontados com diversos aspectos do caso. Desde as informações, passando pela investigação e detenção dos arguidos.

A defesa dos arguidos, quis saber o porque do Comando Regional da Policia Judiciária ter ficado de fora das investigações e ter sido informado apenas alguns dias de antecedência que culminou nas detenções, bem como a existência de algum mandato de captura dos suspeitos, já que tinham informações com antecedência de quem eram os visados.

A responder a este rol de perguntas, o Inspector-Chefe da PJ em São Vicente, que coordenou toda a operação até a chegada do director adjunto da PJ em São Vicente, Rui de Pina disse que quando tiveram acesso a informações que haveria um transbordo de droga numa das praias no norte da ilha, foram feitas diligências e neste sentido montaram vários dispositivos de vigilância com o objectivo de interceptar os alvos.

Questionado se participou directamente das detenções, referiu que estava a coordenar os vários dispositivos a partir da praia de Baia das Gatas e que a primeira viatura, conduzida por José Villalonga foi interceptada por uma equipa perto de Pedra Rolada, após perseguição policial, desde da saída da estrada de acesso a Salamansa.

A outra viatura, em que seguia Alexandre Borges “Xande Badiu”, foi interceptada também pela polícia, perto da zona de Lameirão.

Entretanto, a defesa alega que as declarações dos inspectores da PJ, não garantem que a droga foi descarregada no local, afirmações feitas por João do Rosário, apesar do inspector-chefe Rui de Pina ter garantido que as equipas de vigilância tinham informações dos carros dos arguidos e que estes vinham da zona de Salamansa, quando começou a perseguição.

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