Uso de cannabis em Cabo Verde: Legalização uma possibilidade?

10/12/2018 00:01 - Modificado em 10/12/2018 00:01
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Verifica-se, a nível internacional, uma onda de abertura para o diálogo acerca da legalização da cannabis, tanto para fins medicinais e terapêuticos, como para fins recreativos.

Em Cabo Verde a produção e comercialização de cannabis é considerada crime, ao passo que em vários países do mundo a cannabis está a gerar uma verdadeira indústria de milhões de dólares e postos de trabalho. Apesar de ainda ser algo, que a sociedade ainda não reivindica de forma muito aberta, existe os que acreditam que a sua legalização traria benefícios.

No entanto, embora existam diversas campanhas de sensibilização contra o uso de drogas, e as suas consequências e os que já experimentaram a erva são mais optimistas em relação aos seus efeitos sobre a saúde do que os que nunca a fumaram. A droga é “muito prejudicial, com total chance de vício”, defendem os que nunca sequer experimentaram, no entanto, existem os que defendem a sua descriminalização.

Com isso em pauta, o NN entrevistou algumas pessoas, usuários e não usuários sobre esta questão e muitos acreditam que em Cabo Verde pode ate ser que algum dia ela venha a ser utilizada como tratamento. Entretanto, declaram que “nunca será legal cada um ter a sua plantação.”

“Eu não sou a favor o consumo de drogas mas no caso da erva “padjinha”, o Estado deveria rever esta lei e deixar de mandar consumidores para a cadeia”.

Portanto, acreditam que se o governo legalizar para fins medicinal, porque pode ser um remédio, a criminalidade poderia baixar. “A vida de muitas pessoas mudaria, e poderia por fim ao tráfico e muita coisa iria mudar”, acredita outra entrevistada, que diz não ser usuária, mas acredita nas benesses de uma possível legalização.

Por outro lado, basta referir o uso para fins recreativos, a situação muda de figura. Isso porque consideram que os efeitos da droga são nefastos para a sociedade e que não iria trazer nada de positivo. “O uso indiscriminado de algo que não traz benefícios à sociedade nuca deve ser legalizada. Por isso acredito que a lei deve ficar como está. Se for revista que se tomem medidas mais sérias em relação à produção e consumo dessa droga”. 

MACONHA

Perturbadora do sistema nervoso central (a categoria dos alucinógenos). Embora seja vista como droga “leve”, as estatísticas demonstram que pessoas que consumiram maconha ao menos 400 vezes na adolescência têm menos empregos e menos diplomas do que aquelas que nunca a utilizaram.

ÁLCOOL

É uma droga depressora do sistema nervoso central. Age diretamente sobre os lipídios e as gorduras – presentes em todos os tecidos do corpo humano, inclusive na membrana que envolve e protege o cérebro. A abstinência pode causar pressão alta, tremores generalizados, alucinações e síndrome do pânico.

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