Evacuações médicas: PAICV diz que governo deve assumir responsabilidades

4/12/2018 00:49 - Modificado em 4/12/2018 00:49
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Na sequência da decisão do Ministério Público de formalizar uma acusação contra a campainha aérea Binter, por impedimento de prestação de socorro e de omissão de auxílio no caso das evacuações, o PAICV diz que esta decisão vem confirmar as várias denúncias feitas pelo partido da existência de indícios fortes de violação de lei cabo-verdiana nas diversas vezes que a Binter recusou transportar cabo-verdianos que necessitavam de evacuação de máxima urgência;

Por isso, o partido entende que a responsabilidade maior deve ser assumida pelo Governo da República que ao desmantelar um sistema de evacuações que era assegurado pelos TACV, Guarda Costeira e Cabo Verde Express, deixou os cabo-verdianos, residentes nas ilhas onde não existem condições de prestar assistência médica especializada, completamente desprotegidos e as consequências disso são hoje do conhecimento de todos.

Entretanto, segundo a mesma fonte “o Governo de Cabo Verde continua sem prestar esclarecimentos e informações ao Parlamento cabo-verdiano e a toda a Nação, relativamente ao resultado do inquérito que mandou instaurar no caso em que uma paciente foi evacuada da ilha da Boavista por via marítima numa pequena embarcação e acabou por falecer”.

Na sequência desse acontecimento o Governo decidiu substituir a Delegada de Saúde da ilha da Boa Vista. No entanto, por razões que nós desconhecemos, o Governo matem em segredo o resultado do inquérito que mandou instaurar.

Apesar de algumas questões estarem a ser resolvidas, o PAICV diz que continua preocupado com as evacuações médicas em Cabo Verde.

“Temos uma situação pouco clara em que o Governo contratualizou os serviços de uma empresa privada para efetuar as evacuações e ninguém para além dos membros do Governo conhece os valores envolvidos. No entanto, tem se verificado que várias evacuações não são efetuadas por essa empresa, mas sim pela campainha Binter, que segundo o próprio Primeiro-ministro não tem contrato de prestação de serviço público”.

O PAICV pede às autoridades judiciais que continuem a investigar esses casos. Exorta os a não se deixarem intimidar por nenhuma ameaça de abandono do país por parte de nenhum operador, e que a justiça seja feita o mais rapidamente possível.

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