Peixeiras do Mercado do Porto Novo preocupadas com a redução da venda do peixe

27/11/2018 00:47 - Modificado em 27/11/2018 00:47
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As peixeiras do mercado municipal da cidade do Porto Novo, Santo Antão, mostram-se preocupadas com a redução da venda do peixe. Estas apontam a falta de recursos financeiros por parte dos consumidores como a causa principal deste problema.

“O preço do peixe está acessível. Apesar de algumas situações, como a falta de meios económicos dos consumidores, tem dias que vendemos pouco, e há dias em que não vendemos nada” constata a vendedeira Ana Maria.

Isso numa altura do ano em que normalmente havia uma maior afluência de pessoas ao mercado de peixe. Os últimos dois anos têm sido apontados como os mais difíceis, no que toca a saída dos derivados da pesca, uma situação que deixa as vendedeiras preocupadas e como tal a recolha dos produtos das bancas para a conserva acontece por volta das 12 horas, por não haver clientes.

Um facto constatado por este Online que se descolou ao mercado municipal, e pôde comprovar a ausência de clientes, estando o mercado completamente às moscas. De acordo com a peixeira Irondina do Rosário, todos os dias têm à sua disposição uma grande variedade de peixes frescos, mas não vendem nem metade daquilo que compram aos pescadores.

“A garoupa e o atum, que custam 300 e 350 escudos respectivamente cada quilo, são de momento os mais caros”. Mas sustenta que há dias em que o preço cai para os 200 escudos. “O problema é que a maioria das pessoas não tem como comprar esses peixes, pois não tem dinheiro para tal. Felizmente temos uma câmera frigorífica para poder conservá-los. Assim não temos prejuízos”. A vendedeira complementa, dizendo que a situação está cada vez mais preocupante.

Nem mesmo a aproximação do mês de Dezembro, época festiva, significa a melhoria neste cenário, pois as opiniões são unânimes “Se não há dinheiro, não poderá haver compra do peixe para a produção dos variadíssimos pratos que compõem as mesas na época festiva”.

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