Cabo Verde: Casos de violência baseada no género estão a diminuir

25/11/2018 22:47 - Modificado em 25/11/2018 22:47
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 A propósito do Dia Internacional pela Eleminação da Violência contra as Mulheres, assinalado este domingo, 25 de Novembro, o Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) diz que os casos de Violência Baseada no Género (VBG) diminuíram 47%, o que demonstra que o apelo à denúncia e a passagem da mensagem de intolerância  de modo a alterar comportamentos e atitudes para com este tipo de crime estão a surtir efeito.

Nas últimas décadas, uma maior exposição e divulgação destes crimes, contribuiu para uma maior consciência social, revelando o flagelo, transversal a toda a sociedade, que é a violência contra mulheres e raparigas. Actualmente é objecto de políticas nacionais e internacionais no âmbito da violência doméstica.

Ainda este sábado a Organização das Nações Unidas, em comunicado dizia “ O nosso dever não é apenas solidarizarmo-nos com elas mas também intensificar os nossos esforços para encontrar soluções e medidas para deter este flagelo mundial evitável, que tem um impacto prejudicial na vida e na saúde das mulheres e raparigas”.

O mesmo comunicado recorda que mais de um terço das mulheres em todo o mundo sofreu violência física ou sexual em algum momento da sua vida.

A  violência sofrida pela mulher pode reflectir-se em numerosos traumas e doenças durante o resto das suas vidas. Queila Duarte diz que estes traumas “em fatos subtis, como não se sentir apta a estudar porque é considerada inferior, a buscar um futuro melhor ou ir em busca de independência. Pode gerar incapacidades, como a de não conseguir expressar suas opiniões na casa da família, ser silenciada frente a outras pessoas ou menosprezada por ser mulher. Tudo isso é reflexo da violência”.

No ano de 1999 a Assembleia-Geral da ONU designou o dia 25 de Novembro o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, exortando governos, organizações não-governamentais, associações internacionais e locais a organizarem campanhas e actividades de combate ao flagelo e demonstra a necessidade em descobrir os autores dos crimes cometidos contra as mulheres, a fim de criar um ambiente melhor para a vida feminina.

O impacto da violência da saúde pode ser demonstrado também por doenças como depressão, ansiedade, stress pós-traumático, suicídios, gravidez indesejada, resultados adversos nos bebés, transmissão de infecções diversas, a Sida de entre elas.

Tipo de violência contra mulheres

Violência moral

Entende-se violência moral como formas de humilhação, insultos e desprezo quanto à mulher. Seja caluniar, falar mentiras a seu respeito, difamar, querer denegrir sua imagem, ou falar injúrias.

Violência psicológica

Qualquer acto e fala que vise desequilibrar a mulher emocional e psicologicamente representa um caso de violência contra a mulher. Diminuir a sua auto-estima, controlar o que ela faz ou deixa de fazer, assim como as suas decisões.

Violência física

Todo e qualquer ato que vise a reprimir a mulher utilizando a força física.

Feminicídio

É o homicídio intencional de pessoa do sexo feminino “por conta da condição de sexo feminino”. Logo, é quando alguém comete um homicídio contra uma mulher apenas porque ela é mulher.

Violência sexual

São atos ou tentativas de relação sexual de qualquer natureza sem o consentimento da mulher – e normalmente feitos de maneiras violenta ou sob coação.

Violência doméstica

Um dos tipos mais cruéis de violência contra a mulher, pois normalmente engloba todos os tipos de violência citados acima.  É um tipo de violência velada ou explícita que acontece, literalmente, dentro de casa.

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