Cabo Verde Ocean Week: Cabo Verde precisa de ajuda a nível da investigação marítima

21/11/2018 17:20 - Modificado em 21/11/2018 17:20
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No terceiro dia do Cabo Verde Ocean Week, o coordenador científico do Centro Oceanográfico do Mindelo (OSCM, na sigla em inglês), Vito Ramos, considera que a nível da investigação no mar, só se pode entender um pouco mais sobre esta zona tropical se houver um trabalho conjunto.

Declarações feitas à margem do seminário “Projectos, iniciativas e ideias sobre as políticas científicas marinha” que decorreu no Centro Oceanográfico, em relação ao acordo de cooperação que Cabo Verde rubrica esta quinta-feira, em São Vicente, com a União Europeia em matéria de pesquisa e inovação marítima.

Este considera que os custos são avultados, tendo em conta o facto de “nos estarmos a referir a investigar no mar”, o que é completamente diferente do trabalho em terra firme. Ramos acredita que nenhum país consegue fazer esse tipo de investigação sozinho. Têm que procurar cooperação e Cabo Verde, nada pode fazer se não houver esse tipo de cooperação. Até porque, ajuntou, “um simples barco de 50/60 metros” gastará por dia, em investigação no mar, entre “dois e três mil contos”. É aí que se coloca a questão da sustentabilidade.

E, é nesse sentido, aludiu Vito Ramos, que o país, através das instituições nacionais e do Centro Oceanográfico do Mindelo, integre “grande programas globais” para “estar por dentro” e tentar trazer projectos a nível mais costeiro e local para um “conhecimento melhor” e para a circulação interna da informação.

Como exemplo da ideia defendida no fórum da manhã de hoje, de “pensar globalmente para agir localmente”, o responsável científico do OSCM deu como exemplo o Observatório Oceânico de Cabo Verde, através do qual o país está a contribuir com informações para as plataformas globais, informações essas que são utilizadas para se entender melhor a questão das mudanças climáticas.

“Fazendo isso o país está dentro das redes de partilha de conhecimentos e traz algo de proveitoso para Cabo Verde. Projetos mais locais, podendo assim potenciar as iniciativas locais rumo ao bem-estar de todos”, sintetizou.

O acordo de cooperação em pesquisa e inovação marinha será rubricado pelo Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, que se encontra de visita a Cabo Verde, e pelo Vice-Primeiro-ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia.

Fonte: Inforpress

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