Economia mundial iniciará desacelaração em 2019 após pico alçado este ano

21/11/2018 11:20 - Modificado em 21/11/2018 11:20
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A OCDE advertiu hoje que a economia mundial alcançou o seu pico em 2018 e iniciará no próximo ano uma desaceleração como consequência das tensões comerciais e da subida dos preços do petróleo.

Opanorama traçado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) no seu relatório semestral hoje divulgado situa em 3,7% o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2018, inalterado face ao valor divulgado em setembro, mas baixa em duas décimas para 2019, para 3,5%, o mesmo valor que indica para 2020.

A organização admite que, ainda que as condições de mercado continuem a melhorar, “com a taxa de desemprego da OCDE agora no seu nível mais baixo desde 1980”, o crescimento do investimento e do comércio foi mais suave do que o esperado.

O economista chefe da OCDE, Laurence Boone, sublinha que a tensão comercial aumentou a incerteza para os negócios, sobretudo nas zonas estreitamente vinculadas aos Estados Unidos e à China, e alerta também para um aumento da incerteza política e geopolítica na Europa, fruto do ‘Brexit’, no Médio Oriente e na Venezuela.

Para a China, a OCDE prevê um crescimento do PIB de 6,6% em 2018 e de 6,3% em 2019, em ambos os casos uma décima menos do que o estimado em setembro.

Nos Estados Unidos prevê crescimentos de 2,9% e 2,7%, inalterados face a setembro.

Para 2020, o crescimento da China e dos Estados Unidos baixa, respetivamente, para 6% e 2,1%.

A organização, com sede em Paris, acrescenta que o aumento e a maior volatilidade dos preços do petróleo este ano, com uma subida de 30%, somam-se aos desafios existentes para os importadores de petróleo e apresentam um risco inflacionista.

As projeções da OCDE sugerem que a crise financeira global, registada há 10 anos, continua a ter um efeito adverso nas condições de vida em muitas economias, apesar das políticas aplicadas para mitigá-la.

A organização chama também a atenção para que, na zona euro, onde prevê um crescimento do PIB de 1,9% este ano e de 1,8% em 2019, é percetível um escasso progresso das condições necessárias para uma resiliência financeira forte.

Ainda que a OCDE estime que os salários reais nas suas economias cresçam a uma média anual de 0,8% em 2019 e 2020, duas décimas mais do que em 2017 e 2018, adverte para o risco que este incremento, caso seja maior do que o previsto, acrescente tensões inflacionistas.

 

Por Lusa

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