Turismo: Ilha do Sal prevê taxa de ocupação a 100% na época alta

20/11/2018 01:05 - Modificado em 20/11/2018 01:05
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De acordo com o presidente da Câmara Municipal da ilha do Sal dentro de três anos a ilha terá capacidade local para receber 750 mil turistas anualmente. Número que neste momento se situa nos 500 mil turistas por ano. O mesmo realça o que considera ser um grande contributo desta ilha para fazer do país “um grande destino turístico”. Número que tende a aumentar com a conclusão de alguns hotéis e “resorts”.

De acordo com a Lusa, citado pelo DN, Júlio Lopes acredita que com mais investimentos a ilha do Sal poderá chegar a um milhão de turistas dentro de seis anos.

Actualmente estão a ser construídos cinco hotéis que futuramente resultarão num acréscimo de 20% à  oferta atual.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), Cabo Verde recebeu 716 mil turistas no ano passado. Um crescimento de 11,2% relativamente ao ano anterior. É cada vez maior a procura do país como destino turístico e o Sal como a ilha mais procurada pelos turistas.

Júlio Lopes admite que apesar do contributo da ilha em transformar o país num grande destino turístico, as outras ilhas também têm de trabalhar para também darem o seu contributo para que o país seja um destino turístico diversificado.

Destaca ainda o facto de durante a época alta (Outubro a Maio), a taxa de ocupação nos hotéis do Sal seja de praticamente de 100%.

“Temos tudo. Temos clientes e temos quem queira investir numa maior oferta. Existem todas as condições para o Sal continuar a dar salto em matéria do turismo”, continuou o autarca, para quem o importante agora é que o turismo seja inclusivo e privilegie as componentes sociais e ambientais”.

Para transformar o Sal numa “ilha de referência internacional”, Júlio Lopes enumerou uma série de investimentos na ilha. Investimentos que vão desde o saneamento, a requalificação urbana, o apoio à habitação e o “grande projeto” que é a erradicação dos bairros de barraca de Alto São João, Terra Boa e Alto de Santa Cruz.

“Não podemos falar de um turismo sustentável se parte da população vive em barracas, isto é inaceitável”, sustentou o autarca. Informando ainda que o Governo, através do Fundo do Turismo, vai investir 731 milhões de escudos (6,6 milhões de euros) para erradicar as barracas nessas zonas.

Para que o país possa tirar proveito do turismo, Júlio Lopes considerou que é “fundamental e prioritário” o Governo resolver o problema dos transportes marítimos inter-ilhas com o consequente impacto positivo que isso poderá ter em outras áreas.

O Governo cabo-verdiano estima receber 1,14 milhões de turistas por ano no final da legislatura, em 2021, e tem um Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável do Turismo, em que prevê receber 3.15 milhões de turistas até 2030.

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