A venda ambulante ilícita leva vendedoras do Mercado Municipal à falência

18/11/2018 20:21 - Modificado em 18/11/2018 20:25
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O mercado Municipal de São Vicente tem sofrido, nos últimos tempos, uma redução significativa da vendas de produtos agrícolas. Muitas vendedeiras já optam por soluções alternativas, como a comercialização de produtos artesanais. Apontam a venda ilegal desse tipo de mercadorias nas ruas da cidade como sendo o fator determinante  para este declínio.

Situado no centro de Mindelo o Mercado Municipal , conhecido como Plurim de Verduras , é  edifício trajado com uma arquitetura colonial e considerado pelos visitantes como sendo um sítio de passagem obrigatória. As cores vivas e os cheiros intensos provenientes dos produtos agrícolas, oriundos de vários pontos do arquipélago de Cabo Verde já não são tanto como outrora.

Fátima Lopes vendedeira deste mercado há  vários anos diz que há muito tempo que a venda de produtos hortícolas deixou de dar grandes rendimentos. É necessário comercializar outros produtos  para equilibrar as contas. O que, mesmo assim, nem sempre é suficiente, explica. Para driblar essa situação  muitos vendedores optam pela venda ilegal nas ruas. Uma opção que diz entender, e não leva a mal, porque cada um tem que procurar maneiras de lutar pela sua subsistência.

Por outro lado, há quem defenda que a comercialização destas mercadorias de forma ilícita, fora do mercado, é uma concorrência desleal.

 É o caso de Antónia Santos, também vendedeira, “as pessoas já não se  deslocam ao mercado para comprar verduras porque estas vão parar à porta das suas casas. Compra-se em qualquer lugar nas ruas”, desabafa. Exige que a situação seja mitigada. Argumenta que pagam 150 escudos por dia por cada pedra (local onde coloquem a mercadoria), mais as despesas com o cartão de sanidade, “enquanto quem vende na rua não se paga nada. Assim não pode ser”, protesta.

Sugere à CMSV a construção de mais mercados onde possam abarcar os colegas em posição de ilegalidade e melhorar a situação para ambos os lados. Acredita que com esta medida se possa evitar concorrências lesivas às boas práticas do comércio.

Quem é da mesma opinião sobre a referida construção, são as vendedeiras ambulantes. Algumas, em conversa com este online, confessam que não agem por maldade. Sabem que o que estão a fazer não é correto. Preferiam estar a ganhar o seu ganha-pão num local apropriado e com condicões de salubridade adequadas. Mas, adiantam, como não há espaço para todos, optam pelas ruas. Embora algumas  admitem preferir esta via por ser mais rentável, devido a circulação constante de pessoas. Por esta razão sempre há compradores, o mesmo não acontece dentro do mercado, arrematam.

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