“Regeneração” da petrolífera angolana Sonangol orçada em 40 milhões

16/11/2018 00:36 - Modificado em 16/11/2018 00:36
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O Programa de Regeneração da petrolífera angolana Sonangol, apresentado esta quinta-feira, vai custar 40 milhões de euros e será implementado em três anos, perspetivando tornar o grupo estatal “mais rentável, competitiva, maximizando o potencial de seus ativos”.

OPrograma de Regeneração da Sonangol, que “não prevê redução de pessoal, mas sim a redução da pesada burocracia interna”, foi apresentado hoje, no município do Talatona, sul de Luanda, pelo presidente do conselho de administração da empresa pública, Carlos Saturnino.

Segundo a administração, este programa, cuja “fase zero” arranca hoje e decorre até ao final de 2018, é fruto de um trabalho de reflexão, identificação, diagnóstico e levantamento completo feito ao longo dos últimos 11 meses, tendo sido elaborado “por pessoas e para pessoas”.

Numa conferência de imprensa, que decorreu no auditório do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC), Carlos Saturnino referiu que “os problemas” da petrolífera “estão identificados”.

Segundo o presidente do conselho de administração, o Programa de Regeneração foi concebido com “transparência máxima possível”, sendo que, explicou, o Governo angolano aprovou a intenção inicial de contratar até 43,85 milhões de euros, com a Sonangol a propor uma redução para cerca de 40 milhões de euros.

“O valor final que a Sonangol discutiu para consultoria vai ficar a um montante inferior aos 43 milhões de euros. Acreditamos que o valor final rondará os 40 milhões de euros, estão a afinar-se os detalhes”, explicou.

Questionado sobre se o Programa, cuja primeira fase compreende 150 dias “para desenvolver medidas que libertem sinergias para grupo”, prevê a redução de trabalhadores, a administração assegurou que tal medida “não consta” nos propósitos da estratégia ora apresentada.

“Este Programa foi feito de pessoas e para pessoas (…) O nosso objetivo principal não é despedir pessoas, mas sim realinhar as atividades da empresa à sua atividade principal, que é exploração, produção, comercialização, desenvolvimento de hidrocarbonetos”, indicou.

Olhando para as ações de 19 subsidiárias que integram a estrutura da petrolífera estatal angolana, Carlos Saturnino reafirmou que a mesma “será emagrecida”, admitindo que a estrutura organizacional da Sonangol é uma “máquina pesada”.

“É uma máquina grande em termos de burocracia para tomar decisões. O atual ambiente empresarial e a capacidade financeira do grupo não se coaduna com as melhores práticas de gestão de um grupo empresarial. A sobrevivência da Sonangol obriga que a empresa tenha de mudar, de ser reestruturada”, sustentou.

Contribuir para a melhoria do desempenho do setor petrolífero em Angola, impulsionar e intensificar a atividade para substituição de reservas e aumento da produção de hidrocarbonetos a médio e longo prazo são alguns dos objetivos do Programa de Regeneração.

O programa perspetiva ainda a promoção do aumento da quota de produção interna de petróleo bruto, reforçando o papel da Sonangol Pesquisa e Produção, “tornando-a mais eficiente”, e o incremento da capacidade interna de produção de refinados, “para reduzir a dependência das importações”.

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