A próxima vítima

11/11/2018 23:58 - Modificado em 11/11/2018 23:58
| Comentários fechados em A próxima vítima

 Comentário

O deputado do MpD, Luís Carlos Silva publicou um post na sua página no Facebook onde fala da agressão que o seu colega e companheiro de partido sofreu e defende que foi um ajuste de contas. Que não foi uma briga, mas sim uma agressão. Na verdade a discussão situou-se nesse nível. Saber se foi briga ou agressão. Cabe ás autoridades policiais determinar isso e não será difícil. Deixemos a PJ fazer o seu trabalho na certeza que pior que determinar se foi briga motivada por legitima defesa, agressão covarde  e o/ou culpados  não  assumirem  o que aconteceu  com todas as suas consequências.

E trilhar o conhecido caminho da desresponsabilização, onde a culpa morre sempre solteira, quando os actores são os sujeitos políticos.  Há algum tempo tinha escrito este comentário na certeza que ninguém ia reagir até a próxima vítima .

 “Uma janela com um vidro partido pode indicar uma casa abandonada, um dono descuidado. Essa janela com o vidro partido é um convite para atirar com uma pedra à janela do lado. E já são duas janelas com os vidros partidos. Duas janelas partidas não podem ser um acaso, pensa a terceira pessoa que atira uma pedra para outra janela. Três janelas quebradas são um convite a fazer uma pichagem. Uma pichagem leva a forçar a porta. Uma porta aberta leva a que se levem os móveis da casa e assim sucessivamente

Na democracia passa-se o mesmo. Deixas que alguém viole as regras e essas regras deixam de ser válidas para o seguinte. Deixas que alguém minta sem que tenha consequências e ele fará da mentira uma estratégia. A Democracia é uma grande ideia, mas há que defendê-la todos os dias: cada janela partida na sua fachada é um convite a uma nova pedrada.”

E sendo assim , como nada vai mudar : quem será a próxima vitima?

Eduino Santos

 

A AGRESSÃO DO DEPUTADO MOISES BORGES AO DEPUTADO EMANUEL BARBOSA

Não levamos a sério as ameaças mesmo quando denunciadas, em plenária, pelo colega Deputado Emanuel Barbosa. Agora, depois de efectivada a ameaça, continuamos a não levar a sério o que se passou.

Caso ainda haja dúvidas sobre o que aconteceu, como parece haver, digo o seguinte: o Deputado Moises Borges, descontente com as acusações que lhe são direccionadas pelo Deputado Emanuel Barbosa, resolve fazer JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS. Por mais que se tente desviar o assunto para BRIGA (ou “violência entre dois deputados”) e, para isso, se conte com a conivência da Comunicação Social (RCV foi o primeiro orgão a dizer que foi briga), o PAICV sabe, o MpD sabe e o País sabe que foi ajuste de conta. É esta a mensagem que passa.

Eu pergunto: já pensamos com a devida profundidade o que isso significa? O que significa para a população o entendimento de que o Deputado faz uso da justiça privada, resolve o seu problema a “soco”? Qual o impacto que isso tem para a imagem da classe política? Qual a imagem do País cujos políticos resolvem o problema a soco?

Este foi um acto grave pois ataca o parlamento no seu pilar fundamental – A FISCALIZAÇÃO -, é grave porque ataca a liberdade do deputado no uso da palavra, é grave por ser uma tentativa de silenciar o deputado. Não assumir o que de facto aconteceu é um acto de conivência.

O sistema tem a obrigação de se defender, o sistema tem a obrigação de defender o parlamento, o sistema tem a obrigação de defender a liberdade do deputado. O sistema tem a obrigação de repôr a devida comunicação com a sociedade – ninguém está autorizado a fazer justiça com as próprias mãos.

Para finalizar a minha total solidariedade ao colega Emanuel Barbosa, e desta vez não vamos levar de animo leve as ameaças. Disseram-me por ai que eu sou o próximo.

#nãomecalo #nãosouintimidavel #caboverde

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2021: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.