Felisberto Vieira considera que a direcção do PAICV quer criminalizar a consciência

1/11/2018 22:58 - Modificado em 1/11/2018 22:58

 Num post na sua página do Facebook , o deputado do PAICV, Felisberto Vieira  acusa a direcção do seu partido de  “Criminalizar a consciência, a expressão e o voto é perverso e antidemocrático. Eu não o subscreverei em nenhuma circunstância. Nem quando, em 1991, um dos nossos deputados, na circunstância , Dr. David H. Almada, deixou a nossa Bancada para estar em coerência e em paz com a sua consciência. Sem consciência, nem liberdade, estaremos a desvirtuar os princípios e os valores do PAICV a que pertenço e fazem parte do meu combate por Cabo Verde “

Transcrevemos o post na íntegra

 “Política – em consciência e com liberdade”

Tenho um longa experiência como parlamentar e, nessa longa estrada, ora como maioria, ora como minoria, sempre na Bancada do PAICV, nunca deixei de votar em consciência. Sempre entendi que o mandato advém do povo e que elege o deputado para o exercer em consciência e jamais sob pressão do seu grupo partidário ou sob a premissa do voto cabresto. Não se pode confundir o partido, que deve ser espaço de liberdade e ao qual se está por convicção, como espaço de clausura ou cerceamento da liberdade. No referente à aprovação do diploma da regionalização, que o Governo submeteu ao Parlamento, estranhou-se que a Direcção do PAICV não tenha solicitado o agendamento e, por conseguinte, levado a sua proposta para discussão e para o diálogo político, dando espaço de escolha e de opção por modelos e propostos, eventualmente consensualizáveis. Mas porquê ou porque será? Os deputados que votaram a favor, contra ou abstiveram fizeram-no em consciência. Mesmo aqueles que não quiseram legitimar esse ato eleitoral fizeram-no também em consciência. A pergunta que não se deve calar é: Porquê criminalizar uns e acarinhar outros? Recentemente, na votação do Regimento (após um aturado trabalho na Comissão de Reforma e no Grupo Parlamentar), um Deputado-membro da Comissão Politica Nacional, votou contra. Houve algum comunicado? Alguma reação interna e externa da actual liderança? Simplesmente silêncio cúmplice. Dizia pois, votar em consciência é a questão matricial e a questão de fundo. Votar em total liberdade é a essência do nosso regime democrático. Criminalizar a consciência, a expressão e o voto é perverso e antidemocrático. Eu não o subscreverei em nenhuma circunstância. Nem quando, em 1991, um dos nossos deputados, na circunstância, Dr. David H. Almada, deixou a nossa Bancada para estar em coerência e em paz com a sua consciência. Sem consciência, nem liberdade, estaremos a desvirtuar os princípios e os valores do PAICV a que pertenço e fazem parte do meu combate por Cabo Verde.”

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  1. Cecilio Cabral

    Realmente muito estranho mesmo. Na epoca de JMN havia lealdade a lideranca e a direccao do Partido(pq agora nao…). Meu amigo Filu como e sabido esses votos foram claras e cristalinas uma RETALICAO pelo resultado da votacao no grupo parlamentar de 22 de Outubro de 2018. E ou nao e verdade…? Estive em CV nessa altura e acompanhei de perto as campanhas e resultados que ditaram a vitoria de Rui Semedo. 3 dias depois uma mudanca de consciencia na votacao de 360 graus – realmente e muito estranho. E pena pq outrora quando alguns foram/eram dirigentes, tbem deputados, presidentes de Camaras etc, etc, etc pediam-se a juncao de sinergias para conseguir alguns objectivos e so dpois discutir em sede propria…
    O que e que mudou de uma hora para outra???

  2. Gregorio Gonçalves

    Bem, alías, pensando melhor, essa gente experimentada, tanto o Julio como o Filú, perderam por completo a noção da “liberdade”, ou melhor, do conceito de “liberdade”. E o que menos me faz acreditar que são na verdade “sociólogos” experimentados. Da mesma forma, quando se fala de “grupo”, fala-se de uma “vontade” que só pode ser dado pela “consciência” de “democracia, ou seja, impera a vontade da maioria. E num grupo só se dá a liberdade de ação para cada indivíduo quando há entendimento em que é definido o limite pelo próprio grupo – ninguém num grupo deve agir sozinho sem que lhe seja atribuida a liberdade para tal, caso contrário, é um fura-sistema e deve deixar o mesmo grupo com o qual não se define. Só troça

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