Coordenadora da OIM garante : Vítimas do tráfico de pessoas estão em local seguro

30/10/2018 23:18 - Modificado em 30/10/2018 23:18
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As quatro pessoas, duas do sexo masculino e duas do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 16 e 30 anos, que foram resgatadas na sexta-feira passada, 27 Outubro, em Hortelã de Baixo, Espargos a ilha do Sal, durante uma operação da Polícia Judiciária, encontram-se em lugar seguro e aguardando o desenrolar de todo um processo que por certo os reconduzirá ao local de origem..

As vítimas de nacionalidade estrangeira encontram-se em local seguro, sob custódia das autoridades policiais, garantiu a coordenadora do escritório da Organização Internacional para as Migrações (OIM), em Cabo Verde.

Esta responsável garantiu ainda que tem sido feito um trabalho conjunto entre a PJ, a procuradoria e o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente, visando garantir a proteção e assistência às vítimas e também está a ser investigado a possível existência de outras vítimas.

Portanto a OIM garante que o foco das instituições é trabalhar com as vítimas deste esquema de tráfico de pessoas e posteriormente conduzi-los ao país de origem, processo que está em andamento. Entretanto refere que este processo será feito de forma cautelosa e com uma análise de todos os riscos. De momento diz que não podem avançar qual será o destino das vítimas, mas garante que têm a preocupação de criar as condições para juntá-los às suas famílias.

O tráfico de pessoas é a atividade criminosa que muitas vezes só é possível porque as pessoas têm esperança.

“São poucos os casos em que alguém é de fato levado para algum lugar à força. Pelo contrário. A vítima é seduzida com a venda de sonhos de uma vida melhor, de mais segurança e conforto para a sua família. Eles prometem trabalho numa terra onde os salários são altos, mas colocam as suas vítimas como mercadoria para uma rede criminosa. No destino, torna-se vítima de alguns dos mais odiosos crimes. Exploração sexual de mulheres e crianças, trabalhos forçados, trabalho análogo à escravidão em todos os sectores da economia. Servidão doméstica”, segundo a ONU.

O tráfico de pessoas é caracterizado pelo “recrutamento, transporte, transferência, abrigo ou recebimento de pessoas, por meio de ameaça ou uso da força ou outras formas de coerção, de rapto, de fraude, de engano, do abuso de poder ou de uma posição de vulnerabilidade ou de dar ou receber pagamentos ou benefícios para obter o consentimento para uma pessoa ter controle sobre outra pessoa, para o propósito de exploração”. A definição encontra-se no Protocolo Relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em Especial Mulheres e Crianças, complementar à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, conhecida também como Convenção de Palermo.

As Nações Unidas assinalam o dia 30 de Julho como Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas.

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