Licenciados em Ciências da Educação indignados e revoltados pela exclusão do concurso de recrutamento de professores

23/10/2018 00:08 - Modificado em 23/10/2018 00:08

São 42 os licenciados em Ciências da Educação e candidatos ao concurso lançado pelo Ministério da Educação para o recrutamento de professores, exluídos do mesmo por, alegadamente, não possuírem as condições académicas e profissionais suficientes para leccionarem. Uma situação que deixou os licenciados mergulhados em profunda tristeza. Indignados e revoltados prometem lutar até ao fim pelos seus direitos pois consideram que estes estão a ser violados.

Espalhados pelas ilhas de São Vicente, Santo Antão, São Nicolau e Santiago, estes professores que contavam iniciar funções no ano lectivo que agora começou estão unidos na mesma causa e prometem desencadear uma luta para que tudo seja esclarecido por parte do Ministério da Educação.

De acordo com uma nota enviada a este Online, tanto a Universidade de Cabo Verde como a Universidade de Santiago, dão o seu aval positivo, garantindo que estes estão habilitados para leccionarem, assegurando que grande parte dos seus associados fizeram um estágio curricular nas escolas secundárias, para além de terem um plano de estudos com aulas ministradas para leccionar e a saber: elaboração de planos de aulas, formação pedagógica e didáctica.

Na referida nota os recém-formados solicitam explicações ao ME por esta atitude que consideram “contraprudecente” e que deixa no desemprego dezenas de jovens a quem foram criadas expectativas de emprego no final de um curso credenciado pelo próprio Ministério da Educação. No entanto garantem que enviaram no passado dia 17 de Outubro, um dossier/reclamação contendo a assinatura dos 42 recém-formados, mas que até ao momento não obtiveram nenhuma resposta. Facto que estranham.

Suziliana Oliveira, recém-formada e um dos líderes deste grupo, considera uma falta de respeito para com os recém-formados. Alega que já fizeram reclamações junto da Direcção Nacional de Administração Pública (DNAP) assim como junto do Ministério da Educação que as ignoraram e avançaram com o concurso. “O sistema está a falhar. Eram 30 vagas e admitiram somente 16 candidatos. Ficaram mais 14 vagas, e nós fomos deixados de fora”, assegura Suziliana, que pretende ver ainda esclarecida sobre o modo como será feito o processo de selecção das outras 14 pessoas para colmatarem as vagas.

“No dizer deles nós não temos perfil para leccionar. Como assim?” Questiona, aguardando pela resposta de quem de direito. A luta, como refere Suziliana, não ficará por aqui. Prometem ir até às consequências para que, neste caso concreto, a justiça seja reposta. “Vamos levar esta luta, se preciso for, até Parlamento” concluiu a recém-formada.

Por sua vez, Dilma Pires, também ela recém-formada no mesmo curso, fala em tristeza e revolta com toda esta situação. Considera ser de desprezo por parte do DNAP, para com os alunos do curso de Ciências da Educação que não foram aceitos no concurso de recrutamento de professores, lançado a 26 de Setembro de 2018.

“Estamos espalhados por Cabo Verde, mas nós estamos unidos para lutar em prol dos nossos direitos. Vamos lutar com todas as nossas forças por isso” avança a ex-estudante, que pede ao Júri para repensar na sua resposta e analisar as declarações que foram enviadas pelas Universidades, assim como o referido plano curricular do curso de Ciências da Educação.

  1. Joana Inês Sá

    Que perfil? gente que nem sabe expressar-se em português, que é a Língua veicular do ensino em Cabo Verde.
    É esta gente que quer ter a categoria e o tratamento de Docente?
    Ao que isto chegou neste país.
    Aturar professores que não sabem falar e nem escrever direito em português. Por isso, chumbados e bem chumbados!
    Saber que nosso filhos e netos vão ser ensinados por esta gente???

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