Levar o país no coração e jogar por uma selecção europeia

23/09/2018 22:10 - Modificado em 23/09/2018 23:30
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Vários jogadores de futebol cabo-verdianos ou de origem, que optaram por jogar pela selecção portuguesa, sustentam  que apesar da sua escolha  levam “Cabo Verde no coração”. Entre outras “declarações de amor” ao país que dizem amar no estilo “amores, amores negócios á parte”.

Benedict Assou-Ekotto, defesa do Metz,  veio criticar esta postura de alguns jogadores africanos  que optaram por jogar por selecções europeias “«Há jogadores de origem africana que aproveitam sempre para dizer que gostam muito de África, que levam o continente no coração e querem ajudar a desenvolver o desporto, mas depois não têm dúvidas em jogar por uma seleção europeia. É como dizeres que amas muito a tua mulher mas, logo a seguir, vais sair com outra». Esta observação  surgiu nas criticas que fez a  Kylian Mbappé. Em causa estão declarações do jovem do PSG durante um jantar com George Weah, o único jogador africano a vencer a Bola de Ouro e atual presidente da Libéria, onde Emmanuel Macron convidou vários internacionais franceses de origem africana.

Kylian Mbappé, cujo pai é originário dos Camarões, explicou aos jornalistas que quer fazer de tudo para ajudar a desenvolver o futebol em África.

O internacional camaronês explicou que Mbappé deve contribuir para melhorar o sítio onde realmente nasceu.

«Tu, um jogador francês dizes que queres vir desenvolver o nosso país? Concentra-te em ajudar as pessoas de Bondy, o bairro francês onde nasceste. Não me venhas dizer que queres ajudar um sítio onde nunca estiveste, nem tens vontade de ir», concluiu.

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