Professor João Estêvão defende a euroização e que a União Monetária Africana seria uma aventura

23/09/2018 18:47 - Modificado em 23/09/2018 18:47
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João Estêvão, Professor no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa, foi um dos oradores na conferência sobre os 20 anos do Acordo de Cooperação Cambial. Em entrevista ao Exepressodasilhas recomenda: nada de aventuras em relação á moeda cabo-verdiana.  Não tem dúvidas  que  Acordo de Cooperação Cambial “cumpriu a sua missão. Cabo Vede conseguiu um ajustamento impressionante. Cumpriu. Tem uma inflação ao nível da europeia. Tem uma capacidade de reserva importante. E uma coisa curiosa, é que a própria população cabo-verdiana veio interiorizando isso. Hoje a população cabo-verdiana funciona perfeitamente em euros, isso é uma transformação colectiva muito grande. O acordo foi importante, teve sucesso e é uma aventura deixar o acordo e pensar noutras coisas. Não tem dúvidas que a euroização em Cabo Verde é uma questão de tempo O aprofundamento é mais técnico, é mais a resolução de questões pontuais. O aprofundamento não tem outro sentido que esse. Eu penso que, se as coisas continuarem como estão, mais tarde ou mais cedo a euroização vai acontecer. E se eu tenho algumas reticências é porque esse será um processo longo.”

Quando á União Monetária Africana, que algumas vozes começam a defender, não recomenda e considera que seria uma aventura.

” Pessoalmente, não. Está mais do que provado que as diferenças são abissais. Isso não quer dizer que Cabo Verde não deva construir a integração na CEDEAO, agora, o acordo monetário não me parece que seja viável. São países praticamente sem contactos comerciais, com tradições institucionais diferentes, níveis de inflação diferentes. Seria uma aventura.”

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