“Operação Zorro” – justiça italiana solta George Fox

21/09/2018 00:07 - Modificado em 21/09/2018 00:07
| Comentários fechados em “Operação Zorro” – justiça italiana solta George Fox

O inglês George Eduard Soul, também conhecido como George Fox, foi solto nesta segunda-feira (17), na Itália, segundo informações da Polícia Federal brasileira (PF), que assegura não ter conhecimento de qual foi a alegação utilizada pela justiça italiana para o libertar.

George Fox é suspeito de ser um dos donos da tonelada de cocaína apreendida a bordo do veleiro onde viajavam três brasileiros e um francês que posteriormente seriam condenados, cada um, a dez anos de prisão. De acordo com a Polícia Federal, o inglês era o responsável pela logística de transporte da droga que foi encontrada no barco, no Porto Grande de S. Vicente, em Agosto de 2017. George Fox foi indiciado por tráfico internacional de drogas e estava detido na Itália.

De acordo com o portal “O Globo”, a Polícia Federal do Brasil informou que desde que teve conhecimento da detenção de Fox solicitou, de imediato, a sua extradição em ofício enviado às autoridades italianas mas tal nunca viria a acontecer. “Ainda não sabemos quais as razões do pedido não ter chegado às autoridades italianas”, informou a Polícia Federal, em nota.

A mesma fonte avança que o mandado de prisão, expedido no Brasil contra Fox, continua válido e a difusão vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) – alerta internacional expedido por autoridades judiciais para fins de extradição de pessoas procuradas pela justiça criminal – continua ativa. Dessa forma, segundo o órgão, ele pode ser preso novamente em outro país.

Além de George Fox, outro inglês, identificado como Robert James Delbos, é apontado como dono da droga apreendida. Delbos foi preso em junho deste ano na Espanha, onde continua detido.

Rodrigo Dantas, Daniel Dantas, Daniel Guerra, além do francês Olivier Thomas, capitão da embarcação, seguem presos em S. Vicente. Eles foram ambos condenados, em primeira instância, pela justiça cabo-verdiana a 10 anos de prisão por tráfico internacional de drogas.

O caso remonta a Agosto de 2017, quanto a Polícia Judiciária (PJ) apreendeu 1.157 quilos de cocaína, num veleiro atracado no Porto Grande do Mindelo, que chegou do Brasil e tinha como destino a Europa.

Os quatro arguidos foram acusados pelo Ministério Público da prática dos crimes de tráfico de droga de alto risco agravado e ainda de associação criminosa.

Os arguidos declararam-se inocentes, garantindo que desconheciam a existência da droga no barco.

Foi a segunda maior quantidade alguma vez apreendida no país, após a operação “Lancha Voadora”, que, em 2011, culminou com a apreensão de uma tonelada e meia de cocaína escondida na cave de um prédio na cidade da Praia.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2021: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.