Os funerais dos militares, oito confirmados pelas Forças Armadas, no acidente envolvendo militares destacados para apoiar no combate ao incêndio na Serra Malagueta, em Santiago, tiveram início esta terça-feira.
Em conferência de imprensa, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, António Duarte Monteiro, que indicou que as causas do acidente ocorrido no domingo, na localidade de Guidão, concelho do Tarrafal, estão ainda por apurar e afirmou que dos oito óbitos, quatro são de São Vicente, dois de Santo Antão e dois da ilha de Santiago.
Perante este cenário, declarou que as Forças Armadas já designaram uma equipa para prestar apoio imediato aos familiares e comunicou que os procedimentos administrativos e de investigação das causas do acidente se encontram em curso, visando assim clarificar as circunstâncias em que ocorreu o acidente.
Na sua comunicação, o contra-almirante esclareceu por volta das 17:20, durante a deslocação para a frente da Ribeira da Prata, na localidade de Guidão, a viatura em que seguiam os militares, por razões ainda a serem apuradas, embateu na parede lateral da estrada acabando por capotar.
“Num momento de tristeza e dor as Forças Armadas lamentam a perda irreparável de oito dos seus integrantes e manifestam as suas mais profundas e sinceras condolências aos familiares das vítimas extensivas aos seus amigos e colegas de profissão”, expressou.
Questionado sobre a possibilidades de a viatura ter problemas, apesar de se ter dito tratar-se de um veículo novo, o contra-almirante, António Duarte Monteiro, respondeu que as Forças Armadas possuem uma oficina com todas as condições para fazer manutenção das suas viaturas e que estas só são utilizados se, efectivamente, estiveram em condições de segurança.