Adilson Matias quer relançar o ténis em Cabo Verde após seis anos de inatividade

16/03/2026 14:59 - Modificado em 16/03/2026 14:59
Adilson Matias novo presidente da Federação Cabo-verdiana de Ténis eleita em 14/03/2026 em S. Vicente

Depois de cerca de seis anos de inatividade da Federação Cabo-verdiana de Ténis, a nova direção liderada por Adilson Matias assume o desafio de relançar a modalidade no país, apostando na reorganização institucional, na massificação da formação e na realização de competições nacionais e regionais.

Em declarações após a eleição, o novo presidente começou por reconhecer que a modalidade atravessou um período difícil, marcado pela ausência de atividade federativa. Segundo Matias, a falta de empenho de diferentes intervenientes contribuiu para que o ténis chegasse a um ponto praticamente “zero”, o que obriga agora a uma reconstrução quase total da estrutura da modalidade.

Apesar das dificuldades, o dirigente encara este cenário também como uma oportunidade para recomeçar e reorganizar o ténis em Cabo Verde com novas bases.

Uma das primeiras medidas da nova direção passa pela reativação da competição nacional. A ideia é começar com um torneio comemorativo, que sirva para devolver ânimo aos atletas, clubes e associações e marcar o regresso da Federação à atividade.

“Esse primeiro torneio vai permitir trazer de volta pessoas que hoje estão afastadas da modalidade e dar novamente dinâmica ao ténis”, explicou.

Depois desse arranque simbólico, o objetivo é avançar para a organização de campeonatos nacionais mais estruturados, permitindo que os atletas tenham mais jogos, mais tempo de treino e um nível competitivo mais elevado.

E futuramente, a direção pretende implementar entre duas a três etapas nacionais ao longo da época, criando um calendário competitivo mais regular. Adilson Matias sublinha que a revitalização do ténis no país passa necessariamente pela formação e pela criação de novos atletas.

Entre as prioridades está a massificação da modalidade, com programas de iniciação para crianças e jovens, através do mini-ténis, bem como a formação de treinadores e monitores.

“Queremos cada vez mais atletas, mais árbitros e mais treinadores. O ténis precisa de estabilidade e não pode continuar a viver entre altos e baixos”, afirmou.

Outro eixo estratégico da nova direção passa pela reativação das associações regionais. Para isso, Matias defende uma forte articulação com instituições como o Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ), câmaras municipais e parceiros locais.

 O presidente revelou já ter mantido contactos com responsáveis regionais, nomeadamente com António Miranda, presidente da Associação Regional de Ribeira Grande, que desenvolve um projeto de formação de monitores.

 A ideia é que, a partir dessa formação, cada região possa contar com técnicos capazes de dinamizar aulas de ténis, criar novos clubes e lançar as bases para associações regionais mais ativas.

Antes de avançar para projetos de maior dimensão, a nova direção pretende concentrar-se na reativação administrativa, institucional e financeira da Federação.

 Segundo Matias, é essencial avaliar as condições existentes e definir um plano realista de desenvolvimento. “Temos de perceber que condições existem hoje, reorganizar a Federação e só depois planear as grandes competições”, explicou.

 Mesmo assim, o dirigente admite que a realização de um campeonato nacional continua a ser uma meta importante, ainda que adaptada às limitações atuais.

 “O importante é começar, mesmo que seja com menos recursos. O ténis precisa voltar a mexer”, concluiu.

NN

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