
Single antecipa concerto especial “Afrika Aki”, a 1 de novembro, no B.Leza, e presta homenagem ao mítico clube lisboeta que marcou a história da música africana.
Há canções que resistem ao tempo e às fronteiras. “Dia Já Manche”, composição icónica de Paulino Vieira, é uma delas. O tema regressa agora em nova versão, reunindo três das vozes mais marcantes da lusofonia contemporânea, num encontro que celebra memória, herança e união cultural.
A reinterpretação é assinada pela Banda Monte Cara, projeto liderado por Alcides Nascimento, que junta músicos veteranos e jovens talentos inspirados pelo espírito do lendário clube Monte Cara, fundado em 1976 na Rua do Sol ao Rato, em Lisboa.
Mais do que um espaço de convívio, o Monte Cara, criado e gerido pelo inesquecível Bana (Adriano Gonçalves), tornou-se epicentro da cultura africana na capital portuguesa. Foi ali que a morna se cruzou com o fado, e onde nomes como Cesária Évora, Armando Tito, Celina Pereira e o próprio Paulino Vieira ajudaram a moldar uma geração de músicos e sonoridades.
Quase meio século depois, o espírito do Monte Cara renasce neste novo “Dia Já Manche”, com três convidados especiais que representam a diversidade da lusofonia:
Micas Cabral, voz profunda da Guiné-Bissau e figura do histórico grupo Tabanka Djaz, Mário Marta, um dos nomes mais promissores da nova música cabo-verdiana, Chalo Correia, cantautor angolano que traz a alma do semba e das tradições urbanas de Luanda.
Mais do que um single, “Dia Já Manche” é um reencontro simbólico entre gerações e continentes, um tributo à memória coletiva e ao poder da música em unir povos e histórias.
O lançamento antecipa o concerto especial “Afrika Aki”, marcado para 1 de novembro no B.Leza, em Lisboa — um espetáculo que promete transformar a noite numa celebração da África viva e mestiça que pulsa na cidade.
NN