
O antigo primeiro-ministro, Carlos Veiga, defendeu que a diplomacia cabo-verdiana tem sido, desde a independência, uma “peça fundamental” para o progresso e o reconhecimento internacional do país.
Em declarações à Inforpress, no âmbito de um encontro virtual mantido no dia 12 de setembro com o Presidente da República, José Maria Neves, no processo de auscultação de personalidades sobre a situação política nacional, Veiga destacou a qualidade e a inteligência da ação diplomática cabo-verdiana.
Segundo o também ex-embaixador de Cabo Verde em Washington DC, a diplomacia do arquipélago distingue-se pela capacidade de construir consensos e estabelecer relações sólidas com parceiros internacionais.
“É justo celebrar este dia da diplomacia cabo-verdiana, porque ela já trouxe muitos benefícios ao país e continua a demonstrar a sua importância em várias situações atuais”, afirmou.
Para o antigo chefe do Governo, a diplomacia não só tem defendido os interesses nacionais, mas também promovido uma imagem positiva de Cabo Verde no mundo, recorrendo ao diálogo e à compreensão como instrumentos essenciais.
Veiga sublinhou que a atuação diplomática do país se pauta pelos princípios inscritos na Constituição, o que exige o contínuo investimento na formação de quadros competentes para enfrentar os desafios de um cenário internacional cada vez mais complexo.
“A nossa diplomacia deve ser cada vez mais competente e seguir as linhas da Constituição”, defendeu, enaltecendo o trabalho desenvolvido pelos profissionais do setor desde 1975.
Entre os resultados concretos dessa atuação, o político apontou a mobilização de recursos financeiros, a manutenção de um ambiente de paz e a consolidação de relações estáveis com grandes países e organizações internacionais.
Recordou ainda os acordos estratégicos estabelecidos com a União Europeia, os Estados Unidos e Portugal, bem como os entendimentos cambiais e de cooperação que, segundo disse, têm sido decisivos para o desenvolvimento económico e social do país.
“O ambiente de paz em que vivemos e as relações sólidas com grandes nações e organizações mundiais são frutos diretos da nossa diplomacia”, concluiu.
NN/Inforpress