
Onze dias após a tragédia que assolou São Vicente, Leonardo Gomes, morador de Ribeira Bote, carrega a dor de ter perdido seu filho, Leandro, de 5 anos, e sua avó, Conceição Maria Cecília, nas cheias devastadoras de 11 de agosto. O jovem descreve o desespero de tentar salvar seu “menino especial”, mas a força das águas levou Leandro, deixando apenas memórias.
A avó, considerada uma segunda mãe por Leonardo, segue desaparecida, com buscas ainda conduzidas pelas autoridades, embora a esperança de encontrá-la viva tenha se dissipado.
Na pequena sala que outrora reunia a família, resta apenas uma foto de Leandro em uma folha A4 fixada na parede, única lembrança material em um lar destruído. Segundo Leonardo “Quase não sobrou nada”, após a limpeza do que restou de sua casa, tenta reconstruir a vida ao lado de sua parceira.
Apesar do luto, Leonardo encontra amparo em familiares, amigos, vizinhos e no suporte de um psicólogo, que o ajudam a enfrentar o trauma. “Esquecer, jamais. Meu filho será lembrado para sempre”, afirma.
A tragédia marcou não só a vida de Leonardo, mas também a de outras famílias que perderam entes queridos, deixando um vazio que ecoa em São Vicente.
AC