
Segundo Luís Alves, administrador não executivo do Banco Interatlântico, a iniciativa visa reforçar junto das empresas a relevância dos princípios ESG — sigla inglesa para “Environmental, Social and Governance”, traduzido para ambiental, social e governança — e demonstrar que a sua implementação, além de benéfica para o planeta e a sociedade, pode também ser uma vantagem estratégica para o crescimento e posicionamento empresarial.
“É essencial que as empresas conheçam os impactos das suas atividades no ambiente e nas comunidades onde operam, ao mesmo tempo que desenvolvem estruturas de governança claras, transparentes e eficazes. Isso não só reforça a credibilidade da marca, como facilita o acesso a financiamentos nacionais e internacionais”, destaca Luís Alves.
O representante do banco sublinha ainda que o ESG não deve ser visto como um conceito complexo ou exclusivo para grandes corporações. “Queremos desmistificar a ideia de que se trata de algo inacessível. Há custos e conhecimento envolvidos, sim, mas todas as empresas — grandes ou pequenas — podem começar a adotar esses princípios de forma gradual.”
Questionado sobre a adoção de práticas ESG na região de Barlavento, Alves reconhece que já existem empresas que aplicam o conceito, ainda que em diferentes níveis de maturidade. “Durante o seminário, especialmente na sessão final dedicada a perguntas, respostas e networking, vamos conhecer com mais detalhe a realidade das empresas locais, os desafios enfrentados e de que forma o Banco Interatlântico pode apoiar nesse processo”, acrescenta.
O próprio Banco Interatlântico segue as diretrizes do grupo internacional Caixa Geral de Depósitos, ao qual pertence, cumprindo normas europeias que reforçam a adoção do ESG no setor financeiro. “Partilhamos a nossa experiência com o tecido empresarial cabo-verdiano porque acreditamos que integrar práticas sustentáveis é cada vez mais uma condição essencial para competir num mercado global cada vez mais exigente”, afirma Alves.
Para o administrador, o lucro e a sustentabilidade não são objetivos incompatíveis. “Empresas que ignoram o ambiente, a dimensão social ou a necessidade de uma boa governança terão cada vez mais dificuldade em crescer. O ESG, hoje, é parte integrante da estratégia para alcançar rendimento e competitividade.”
O seminário prossegue com momentos de partilha prática entre participantes, reforçando o compromisso de fortalecer a resiliência e a sustentabilidade das empresas cabo-verdianas num contexto económico em transformação.
NN