“Acordo cambial com Portugal tem sido factor de estabilidade e confiança” – primeiro-ministro

3/04/2025 17:02 - Modificado em 3/04/2025 17:02

O primeiro-ministro afirmou hoje que o acordo cambial com Portugal tem sido um “factor determinante” da estabilidade e confiança da economia do país.

Ulisses Correia e Silva fez esta afirmação à imprensa, à margem do lançamento do livro “Literacia financeira em crioulo cabo-verdiano”, realizada hoje no Banco de Cabo Verde (BCA).

A obra objectiva aumentar a capacitação da população em matéria de finanças pessoais e promover o uso “consciente e responsável” de produtos e serviços financeiros.

Segundo o chefe do Governo, o acordo cambial com Portugal está em vigor desde 1998, e tem sido um “factor determinante”, que continua “a marcar a economia” cabo-verdiana.

“O acordo cambial, que permitiu a paridade fixa do escudo com o euro, é um momento marcante. Para além disso, está associado a um conjunto de critérios de estabilidade macroeconómica, de consideração orçamental da boa gestão para poder manter a paridade”, disse o primeiro-ministro.

O primeiro-ministro considerou ainda que o referido acordo pode ser aprofundado, visto que se estendeu à própria relação com a União Europeia.

Para o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, que se fez presente no lançamento do livro “Literacia financeira em crioulo cabo-verdiano”, a avaliação tem sido positiva, o que tem traduzido em “sucesso” na cooperação entre os dois países.

“Este acordo permitiu a ancoragem de muitas variáveis importantes para a vida das pessoas, a inflação, os desequilíbrios externos, as reservas, a constituição de reservas, a capacidade que Cabo Verde tem tido, que é extraordinária”, referiu Centeno.

É que, continuou, este é o caso de “uma economia pequena” a projetar-se no mundo com níveis de estabilidade que “não observamos em muitos sítios”.

O lançamento da obra enquadra-se na estratégia nacional de promoção da literacia e inclusão financeira desenvolvida pelo Banco de Cabo Verde, em parceria com o Banco de Portugal, e inclui instruções da educação financeira em formato de história, dirigida ao ensino primário e secundário.

Inforpress/Fim

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