O primeiro-ministro afirmou hoje que o acordo cambial com Portugal tem sido um “factor determinante” da estabilidade e confiança da economia do país.
Ulisses Correia e Silva fez esta afirmação à imprensa, à margem do lançamento do livro “Literacia financeira em crioulo cabo-verdiano”, realizada hoje no Banco de Cabo Verde (BCA).
A obra objectiva aumentar a capacitação da população em matéria de finanças pessoais e promover o uso “consciente e responsável” de produtos e serviços financeiros.
Segundo o chefe do Governo, o acordo cambial com Portugal está em vigor desde 1998, e tem sido um “factor determinante”, que continua “a marcar a economia” cabo-verdiana.
“O acordo cambial, que permitiu a paridade fixa do escudo com o euro, é um momento marcante. Para além disso, está associado a um conjunto de critérios de estabilidade macroeconómica, de consideração orçamental da boa gestão para poder manter a paridade”, disse o primeiro-ministro.
O primeiro-ministro considerou ainda que o referido acordo pode ser aprofundado, visto que se estendeu à própria relação com a União Europeia.
Para o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, que se fez presente no lançamento do livro “Literacia financeira em crioulo cabo-verdiano”, a avaliação tem sido positiva, o que tem traduzido em “sucesso” na cooperação entre os dois países.
“Este acordo permitiu a ancoragem de muitas variáveis importantes para a vida das pessoas, a inflação, os desequilíbrios externos, as reservas, a constituição de reservas, a capacidade que Cabo Verde tem tido, que é extraordinária”, referiu Centeno.
É que, continuou, este é o caso de “uma economia pequena” a projetar-se no mundo com níveis de estabilidade que “não observamos em muitos sítios”.
O lançamento da obra enquadra-se na estratégia nacional de promoção da literacia e inclusão financeira desenvolvida pelo Banco de Cabo Verde, em parceria com o Banco de Portugal, e inclui instruções da educação financeira em formato de história, dirigida ao ensino primário e secundário.
Inforpress/Fim