Boavista/caso da piroga: Autarca defende a necessidade de haver mais equipamentos para eventuais situações de emergências

16/01/2023 17:54 - Modificado em 16/01/2023 17:55

O presidente da Câmara Municipal da Boavista defendeu que a ilha deve ser melhor preparada para caso de emergência como o da piroga que ontem a noite deu à costa no Norte da ilha, concretamente no Farol de Monte Negro com 92 cidadãos oriundos de vários países da Africa. Dois dos cidadãos faleceram e foram enterrados ontem.

O autarca Cláudio Mendonça advogou que a proteção civil deve ser dotada de colchões, mantas e outros equipamentos para a operações de assistência imediata.

“Depois de ter ocorrido esta situação à semelhança do que ocorreu em Setembro passado, contactamos o presidente da Proteção civil para se deslocar a Boavista para sentarmos à mesa e discutir esta situação”, informou a edilidade que prevê que esta situação possa acontecer mais vezes.

Daí, indicou, a necessidade de montar uma equipa “muito forte” na Boavista para dar corpo a eventuais aparecimentos de mais casos desse tipo.

O mesmo aponta que não têm qualquer equipamento que possa dar resposta a uma questão de emergência que poderá ocorrer na Boavista que é uma ilha mais próxima da costa ocidental africana.

Cláudio Mendonça sugere uma fiscalização mais apertada para se evitar operações de tráfico e convida as autoridades centrais (Presidente da República, o governo, altas entidades nacionais) a visitarem a ilha neste momento. Algo que, segundo disse, lhe deixaria “muito satisfeito”, justificando que quem está fora não consegue ver a realidade da situação.

O mesmo lamentou o fato de estar entre estes cidadãos pessoas muito jovens para atravessar o oceano a procura de uma vida melhor. “Somos um país com uma posição estratégia que deveria ser aproveitada para fazer um trabalho interessante de apoiar e sensibilizar os nossos irmãos africanos nesta expectativa de procurar uma vida melhor lá fora, quando temos um continente que nos pode dar tudo”, sugeriu.

Cláudio Mendonça considerou esta “situação dramática”, pois a média de idade dos migrantes é de 25, mas a maioria tem 17 e há uma adolescente de 14 anos.

Recorde-se que, imigrantes Africanos resgatados no último sábado, 14, ao largo do Farol Morro Negro, na Ilha da Boa Vista,

A maioria é de nacionalidade Senegalesa, e foram instalados no Polivalente Seixal, em Sal Rei. Entre este grupo estão cidadãos da Gâmbia, Serra Leoa, Guiné-Bissau e Guiné-Conacri. As duas pessoas perderam a vida na travessia, iniciada, ao que consta, no dia 24 de Dezembro, na Gâmbia. O destino seria Espanha, na Europa.  

C/RTC

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2023: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.