Escola de Samba tropical promete um carnaval cheio de “glamour”, embora as várias dificuldades

16/01/2023 17:55 - Modificado em 16/01/2023 17:55

Este é um ano atípico para a Escola de Samba Tropical. A falta de matéria prima no no mercado de São Vicente tem sido a principal preocupação do grupo que recorreu aos mercados em outras ilhas e países para comprar os melhores materiais para a confeção de trajes e andores, por forma a apresentar aos mindelenses e aos cabo-verdianos, no geral, um desfile cheio de glamour.  

Em entrevista ao Notícias do Norte, o presidente da Escola de Samba Tropical, David Leite, afirmou que este está a ser um carnaval “particularmente difícil”.

“Um ano depois da retoma estamos a enfrentar muitas dificuldades que dizem respeito à falta de material no mercado. Mesmo com o pouco que existe, os preços estão exorbitantes, o que torna as coisas difíceis para realizar este carnaval”, avançou este líder do grupo.

O grupo disse estar a recorrer a outros mercados, tentando comprar algum material na cidade da Praia, no Senegal, porque São Vicente “infelizmente” apresentou um “défice enorme” de material este ano.

“Estávamos a contar muito com as casas comerciais chinesas, mas infelizmente não trouxeram aquilo que esperávamos. Daí essa dificuldade enorme na questão da confecção de adereços, mas esperamos chegar no nosso objetivo”, acrescentou David Leite.

Apesar das dificuldades que têm dificultado um pouco a secção de trajes, este presidente afirmou que, neste momento, as alas estão a “trabalhar afincadamente”,

Por isso, indicou, a Escola de Samba Tropical espera uma boa adesão de amigos, apoiantes e público, no geral, para desfilarem no grupo e para “os que não conseguirem desfilar esperamos apoio a qualquer nível, desde apoio moral, logístico ou financeiro”.

Os ensaios do grupo arrancam dia 20 de Janeiro às 19h na quadra oficial localizada na academia Carlos Alhinho.

“Este ano estamos a pensar introduzir um evento em cada semana que vai acontecer todos os sábados. Ou seja, é um ensaio especial. Vamos também convidar para os nossos ensaios todos os grupos coirmãos para ensaiarem connosco, por forma a atrair mais público”, explicou.

Importa referir que a Escola de Samba Tropical este ano vai desfilar com o enredo: “Reviver o passado é celebrar duas vezes uma história de gratidão na voz de quem a construiu” e aproveitando para homenagear a sua fundadora Luíza Morazzo.

Com isso, o grupo pretende “dignificar o nome da Escola de Samba Tropical”, apresentando um trabalho ao nível daquilo que está acostumado a apresentar aos mindeleneses desta feita com “brilho, glamour, luxo, e com a beleza que é característico da escola”.

David Leite salientou que o grupo está organizado no terreno com todas as condições para fazer um bom carnaval, não obstante as dificuldades relacionadas aos materiais compromete muito o trabalho.

A Escola de Samba Tropical, criada em 17 de Novembro de 1988, não compete com os outros grupos de São Vicente, mas tem sido destaque quanto aos enredos, alegorias, música, artes plásticas, dança, trajes, cores, animação, acção educativa, etc., oferecendo maior brilho o facto de os “blocos” desfilarem à noite, véspera do Dia do Carnaval.

AC – Estagiária

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