Parlamento/Segurança: Governo reconhece impactos da pandemia e guerra na Ucrânia na dinâmica criminal

11/01/2023 17:46 - Modificado em 11/01/2023 17:46

O ministro da Administração Interna reconheceu hoje no parlamento que nos últimos dois anos a pandemia da covid-19 e a guerra provocada pela invasão da Ucrânia pela Rússia tiveram também impactos na dinâmica criminal no País.

Paulo Rocha fez estas declarações no arranque do debate parlamentar com o ministro da Administração Interna sobre a questão da segurança.

“Há um nítido aumento da agressividade e da violência que se traduz em acções criminosas. Momento pelo que passa o mundo, tem os seus impactos em Cabo Verde”, disse o governante, reiterando o compromisso do Governo no reforço da segurança e no combate à criminalidade.

Como tal, afirmou Paulo Rocha, o Governo permanece focado na “necessidade permanente” de apostar continuamente no reforço das medidas de prevenção, de patrulhamento e reação policial rápida, no aprimoramento da capacidade de fiscalização e de actuação sobre focos e fontes de intranquilidade e de insegurança pública.

Paulo Rocha indicou ainda que a Polícia Nacional (PN) apreendeu no último ano mais de 700 armas, centenas de armas brancas e o encaminhou ao Ministério Público mais de 1500 indivíduos, dos quais vários ficaram em prisão preventiva.

“Estamos a falar do reforço da fiscalização, que resultou na apreensão de mais de 8.800 munições pela Guarda Fiscal, representando 52% do total apreendido desde 2018, principalmente no Porto da Praia”, precisou a mesma fonte.

O governante indicou ainda o reforço da intervenção de proximidade, qualificação da informação criminal, da investigação prioritária e “desenvolvimento sério” da investigação, da cooperação e colaboração institucional, de estratégia de comunicação de intervenções operacionais e da disseminação dessa informação no seio da comunidade como “suporte potenciador” da prevenção geral.

Conforme Paulo Rocha, a estratégia tem dado resultados, com “mais apreensões e mais detenções em flagrante delito”.

Na mesma linha, o governante mostrou preocupação com a proliferação de eventos na via pública e o “consumo excessivo” de álcool como algumas das situações propiciadoras de actos de violência.

“Particularmente na Cidade da Praia, constata-se uma forte correlação entre várias circunstâncias e factores geradores do fenómeno de violência e da criminalidade de que se destacam a proliferação de eventos na via pública por serem ambientes facilitadores e propícios de provocar situações de consumo excessivo de álcool”, apontou.

Associado à realização desses eventos, regista-se, conforme disse, por regra, o aumento de situações de brigas na via pública, agressões, ofensas e uma “crescente futilidade” no exercício da violência.

Nesse sentido, concretizou, o Governo está a trabalhar numa “perspectiva supletiva e de complementaridade” no reforço da fiscalização e da regulamentação das condições de exercício de actividades de funcionamento de eventos, de shows e de outros divertimentos públicos, organizados nas vias públicas e demais lugares públicos ao ar livre, bem assim do funcionamento de estabelecimentos de bebidas de modo uniforme para todo o País.

GSF/AA

Inforpress/Fim

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