São Vicente: “Residência artística com artistas internacionais é mais uma oportunidade de Cabo Verde se projectar no mundo – Abraão Vicente

4/01/2023 21:22 - Modificado em 5/01/2023 18:09
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A ilha de São Vicente recebe durante cinco dias, de 05 a 10 de Janeiro, uma residência artistica denominada “Taaru Rap Camp”, com 34 artistas do Hip Hop do Senegal. A ideia, conforme a organização do evento é criar é uma fusão de estilos musicais, com o objetivo de criar as “sinergias que é necessário em África”, conforme os mentores do projecto.

A apresentação de boas-vindas, contou com a presença do Ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Abraão Vicente e pelo CEO do grupo empresarial Africa Development Solutions, Samba Batily.

Para o ministro da cultura, esta é mais uma experiência extraordinária, proporcionada pelo Mansa e patrocinada por Samba Bathily, criando uma oportunidade estratégica de Cabo Verde se projectar no mundo, através de um gênero musical contemporâneo, moderno e que toca a juventude. Abre as portas da música internacional deste país como um território onde se produz música de qualidade.

Entende o governante que ter aqui todas estas super estrelas do Senegal é um mais sinal da abertura de Cabo Verde para o mundo, de proximidade das ilhas com o continente africano. “Uma oportunidade para negócios, uma oportunidade para aprendizagem para o sector de produção musical e mais uma afirmação do grupo Mansa, da sua forte presença Em Cabo Verde.

Acredita que esta residência também poderá contagiar o Hip Hop cabo-verdiano, com a presença de artistas, como Tekno a trabalhar com Djodje e Jossilyn.

Citando Duggy Tee, considerado o primeiro rapper do Senegal e um artista reconhecido a nível internacional por fazer rap positivo, e o cantor Mohombi a “residir aqui é sinal de que o Mansa Group veio para ficar e que há mais investimentos a caminho. Mas é também uma oportunidade de ver as várias gerações de Cabo Verde a acompanhar o desenvolvimento do panorama musical”, salientou.

Para o governante, esta é uma oportunidade de afirmar a porta aberta para que os cabo-verdianos colaborem, de facto, com o continente africano através do continente africano e criar de facto economia através da música. “Não temos dúvidas que a presença deste grupo de artistas senegaleses ajude a aproximar ainda mais os dois países”.

“Há cada vez mais portas e mais pontes a aproximar Cabo Verde e Senegal e espero que as novas gerações de músicos e produtores, de facto, construem esta ponte e que a economia real consiga sentir, através dos projetos e da projecção internacional dos nossos artistas e da nossa arte africana pelo mundo”, frisou Abraão Vicente.

Por seu turno Samba Bathily explicou que a ideia de realizar esta residência artística no Mindelo surgiu, após uma reunião com os rappers senegaleses. E espera que esta residência, consiga unir todos os artistas em prol do desenvolvimento da África.

É que segundo este empreendedor, a vinda destes artistas para Cabo Verde, é também uma forma de os colocar a trabalhar em conjunto e para que possam também trabalhar com os artistas locais de Cabo Verde. “E que a criatividade de cada um possa contagiar outros artistas. Este é o objectivo da vossa vinda aqui. Porque eu acredito na colaboração, não na competição. É isso que nos falta em África.
Há muita competição e não há colaboração”.

EC

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