Cabo-verdianos desejam diminuição do preço dos produtos, mais emprego e subida do salário mínimo

2/01/2023 18:01 - Modificado em 2/01/2023 18:02
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@Asemana

O ano de 2023 já iniciou e alguns mindelenses desejam ver mudado a atual conjuntura que tem afetado a vida de muitos cabo-verdianos. Entre vários desejos, estão a escalada de preços de produtos, principalmente alimentares, que tem afetado e de que maneira o dia a dia de várias famílias; e necessidade de haver mais emprego acompanhado de um salário mínimo mais alto.

Nas ruas, nas redes sociais, os desejos se intensificam e quase focados nos mesmo pedidos: muita paz, saúde, ano de melhorias em vários sentidos, sem covid-19.

“Espero que as coisas melhorem, que tenhamos saúde, paz, muito amor, tranquilidade e o resto corremos atrás”, disse um mindelense que lamentou ver muitas famílias a sofrer com a subida dos preços dos produtos.

Há quem deseja mais trabalho, principalmente para os jovens, “que o governo aumento o salário mínimo, porque o que se tem ainda é muito pouco”, afirmou Maria Lima que deseja ver o poder de compra ao alcance de todos.

“Para mim o ano de 2022 foi muito difícil. Espero, pelo menos, que a guerra na Ucrânia termine logo, porque nós estamos a sofrer com isso”, avançou um mindelense.

“Espero que seja um ano bom, com muito emprego porque neste momento há muitas pessoas a passarem por muitas dificuldades”, opinou António Ramos.

Estes e outros entrevistados partilham das mesmas preocupações. Problemas que esperam ver resolvidos pelo governo como forma de aliviar os cabo-verdianos do sufoco financeiro.

Importa frisar que dados provisórios divulgados a 29 de dezembro de 2022 pelo Instituto Nacional de Estatística mostram que o crescimento da economia cabo-verdiana voltou a acelerar no terceiro trimestre, mais de 17%, após 16,8% nos primeiros três meses e 17,7% no segundo trimestre, indicam

Cabo Verde enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística – setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago – desde março de 2020, além de uma seca prolongada que se arrasta há mais de quatro anos.

O país registou uma recessão económica histórica de 14,8% em 2020 e um crescimento de 7% em 2021, impulsionado por alguma retoma no setor do turismo no último trimestre do ano.

Entretanto, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia, o Governo cabo-verdiano reviu de 6% para 4% a perspetiva de crescimento económico em 2022, face à escalada de preços em vários produtos e uma inflação, a um ano, que já ultrapassa os 8%.

Contudo, já em outubro, a previsão de crescimento para este ano voltou a ser revista pelo Governo, desta vez em alta, para mais de 8%.

Apesar das previsões do governo, analistas econômicos acreditam que o ano de 2023 poderá ser ainda mais difícil para as famílias cabo-verdianas, tendo em conta a conjuntura marcada pelas crises e aumentos exponenciais dos preços dos bens e serviços.

AC – Estagiária

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