“Queremos reforçar a confiança dos cabo-verdianos em 2023” – Ulisses Correia e Silva

28/12/2022 09:26 - Modificado em 28/12/2022 09:26
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O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse esta terça-feira que 2023 vai ser um ano ainda com “alguns riscos” por causa da guerra na Ucrânia, mas o Governo pretende trabalhar no sentido de reforçar a confiança do País.

“O primeiro desejo que todos no mundo estão a apelar é que haja, de facto, paz. Depois 2023, no caso particular de Cabo Verde, vai ser um ano em que nós queremos reforçar a confiança. Temos indicadores que demonstram que a economia voltará a crescer, temos políticas muito fortes relativamente à políticas activas de emprego para os jovens, mais formação profissional, estágios profissionais, empreendedorismo, de combate à pobreza, particularmente a eliminação da pobreza extrema para garantirmos condições de dignidade às pessoas e, ao mesmo tempo, trabalhar para que possamos ser mais resilientes”, disse.

Ulisses Correia e Silva, que falava em entrevista exclusiva à Inforpress, afirmou também que há uma meta para se reduzir, de uma forma significativa, a dependência da importação de combustíveis fósseis e um conjunto de produtos que depois são impactados pelo aumento de preços internacionais, para se passar a usar mais energias renováveis em Cabo Verde.

“Estamos no caminho certo para atingirmos as metas. Queremos ainda mais condições para termos agricultura com água dessalinizada. Os dessalinizadores da linha de crédito da Hungria já começaram a chegar ao País e vamos investir fortemente nessa área”, anunciou o primeiro-ministro, apontando ainda para a economia digital, “que é uma grande prioridade também para o desenvolvimento da economia”, mais precisamente na geração de empregos para os jovens.

O Chefe do Governo falou ainda na economia azul, ressaltando que Cabo Verde é muito mais mar do que terra e defendendo que esta área pode ter um potencial “muito grande”, não só nas pescas, mas também na indústria pesqueira, na aquacultura e na reparação naval.

“Nós vamos fazer a reestruturação e a reabilitação e investimentos nos Estaleiros Navais de Cabo Verde (Cabnave) para podermos recuperar essa actividade e colocar Cabo Verde como a centralidade em tudo que tem a ver com o sector da economia azul”, prosseguiu.

Em relação às indústrias, Ulisses Correia e Silva ressaltou que a indústria farmacêutica é uma das apostas, juntamente com operadores privados, para ver se Cabo Verde consegue entrar no mercado externo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

“A indústria extractiva de porcelana vai ser uma realidade no próximo ano, através da concessão que está a ser finalizada”, anunciou Ulisses Correia e Silva, afirmando ainda que se vai continuar a fazer investimentos em infra-estruturas e outros investimentos que geram empregos, porque a prioridade é ter emprego, menos pobreza e um País mais resiliente com uma economia mais diversificada.

Pedido para deixar uma mensagem de Novo Ano aos cabo-verdianos, Ulisses Correia e Silva disse que é uma mensagem de confiança.

“Vivemos momentos difíceis, mas há sinais de retoma, sinais de confiança, há interrogações relativamente à continuidade da guerra na Ucrânia, mas todos desejamos a paz, a tranquilidade e isso é importante que seja conseguido a nível mundial. A nível de Cabo Verde continuarmos a reforçar as acções que temos estado a fazer de recuperar e relançar a economia, continuar com políticas sociais muito fortes dirigidas às pessoas e a criar melhores condições para as pessoas voltarem a ser felizes. Essa é a finalidade última para que se sintam bem no País onde nasceram, onde querem viver e contribuírem positivamente para o País”, concluiu.

 Inforpress

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