MORREU ALBERTO PANCRÁCIO LOPES, O CAPITÃO DOS MARES DAS ILHAS

27/12/2022 13:10 - Modificado em 27/12/2022 13:10
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Fonte Facebook Rui Alberto Lopes Leite

Faleceu em São Vicente, ontem à noite, na sua casa na cidade do Mindelo, mais precisamente na Avenida 05 de Julho, o Capitão Alberto Pancrácio Lopes, o lobo dos mares das ilhas Sr. Alberto, como era vulgarmente conhecido, tinha 97 anos e, de acordo com o neto Rui Alberto, nos últimos tempos, sobretudo depois de uma queda que o levou ao Hospital Baptista de Sousa, vinha perdendo forças.

Conforme informações do neto Rui Alberto, ao MindelInsite, o avô sofria de Alzheimer e, nos últimos dias, chegou a estar internado no Hospital Baptista de Sousa devido a uma queda, que lhe provocou alguns ferimentos. “Estava debilitado por conta da idade. Tinha 97 anos e, em abril do próximo ano, faria 98 anos. Depois que teve alta do hospital, foi-se desligando. Recusava comer, sendo que sempre teve um grande apetite”, informa.

Apesar disso, Rui Alberto garante que o avô ainda tinha momento de lucidez em que lembrava as aventuras de outros tempos, enquanto Capitão dos navios “Novas d’ Alegria” e “Ernestina” e também enquanto proprietário dos barcos “Elsie” e “Vilma” adquiridos logo após a independência para ajudar a abastecer o país. “O meu avô morreu por volta das 20 horas de ontem junto da família, em sua casa. Fui visitá-lo ontem no período de tarde e ainda estava vivo, conversamos um bocadinho.”

Alberto Leite viveu uma vida dedicada ao mar. Nasceu na pequena localidade piscatória de Tarrafal de Monte Trigo, Santo Antão, que é totalmente voltada para o mar. “Ele e o Manuel d’ Novas cresceram juntos na casa da minha bisavó, mãe Plona. Os dois foram depois trabalhar junto no navio Novas de Alegria”, diz, lembrando que Alberto e Crisanto Lopes eram irmãos e ambos foram armadores.

Os dois sempre estiveram ligados ao mar. O pai deles era faroleiro no Tarrafal. O primeiro bote de pesca que tiveram, os irmãos construíram com as próprias mãos. A sua história de vida é muito interessante. Meu avô Alberto viveu uma vida cheia. Fazia viagens para Dacar, levando a bordo muitas pessoas que iam emigrante, seja no navio Novas d’ Alegria ou no Ernestina”, pontua. 

Mais tarde, criou a sua agência e se transformou em armador dos próprios navios, que batizou com os nomes da filhas, Elsie e Vilma. O funeral de Alberto Pancrácio realiza-se hoje, dia 27 de Dezembro, às 16 horas, a partir da sua residência. 

Mindelinsite

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