Comerciantes de Santo Antão e São Vicente lamentam a fraca venda de produtos agrícolas

20/12/2022 17:13 - Modificado em 20/12/2022 17:24
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O largo do Mercado de Ribeirinha é um ponto de encontro, onde vários comerciantes trazem os seus produtos agrícolas de várias paragens de São Vicente e Santo Antão para vender. No entanto, num contexto atípico como este as vendas estão fracas devido aos altos preços desses produtos que ainda permanecem altos, mas até sexta-feira esperam uma melhor venda, já que é neste dia a preparação da ceia de muitas famílias.

Os bolsos dos cabo-verdianos continuam ainda a reclamar pelos preços altos dos produtos. Voltando ao largo bem ao lado de Pelourinho de Ribeirinha, podemos notar que há um certo desânimo por parte dos comerciantes. Altos preços, pouca procura, mesmo após as últimas chuvas de setembro que para muitos foi uma bênção, mas que ainda não surtiu impacto.

A título de exemplo, temos a cenoura que anteriormente custava à volta de 150$, agora está em 240$00, sem contar que batata-comum está a ser vendido a 180$00. Uma dúzia de Alface que é muito usado em saladas duplicou o preço, chegando a ser vendido a 1000$00, quando os preços rondavam entre 400 e 600$. Na mesma família deste vegetal está também a salsa a custar 800$00 por cada quilo.

 As vendedoras Tatiana Medina e Paixão são sanvicentinas, que trazem um pouco de tudo de diversas zonas agrícolas da ilha do monte cara, lamentam ver os preços a subir ou a permanecerem altos.

O coentro, abóbora e batata-doce, para a comerciante Paixão, são dos poucos que desceram um pouco os preços. Avançaram ao Notícias do Norte que muitos produtos estão a ser invadidos por pragas.

“Neste momento, temos uma praga muito conhecida por todos de pulgão que tem dizimado principalmente couve. E a couve neste momento está muito caro, estando a ser vendido por 150$00, quando comprovamos para revender por 120$00”, exemplificou.

Sabina Dias é uma vendedora natural de São Vicente e sempre que possível compra produtos de Santo Antão para revender, mas neste momento considera as vendas razoáveis. “os preços estão sempre a variar. Em momentos estão muito caros, em outros mais ou menos.  Dificilmente vamos encontrar algum produto muito barato.    

Os chás que não podem faltar para negociações ou para serem vendidas no mesmo local podem ser a exceção. Ilídio Rodrigues que vem de Santo Antão da localidade de Pinhão, zona alta do Concelho de Ribeira Grande, avançou que os preços desceram muito porque neste momento há muita variedade de chá, para além das goiabas.    

Desde a última sexta-feira, a vendedora Inês Ramos está a tentar vender os seus 1000$00 de eucalipto, mas infelizmente ainda não conseguiu obter lucro. “Infelizmente, ainda tenho o ganho que precisa ser vendido”, disse esta senhora que tem essa atividade somente em férias escolares, já que é também vendedora em frente a estabelecimento de ensino.

Feijão verde nestes tempos é muito apreciado pelos cabo-verdianos, mas os preços não são tão convidativos quando um quilo está entre 600 e 700$00.

Ainda a semana está somente no início, mas estes comerciantes esperam, pelo menos, que na próxima sexta-feira, que é o último dia da semana em que o largo se enche de novo para exposição de uma diversidade de produtos frescos vindos de Santo Antão e da própria ilha de São Vicente.

Sem contar que também é neste dia que as pessoas têm a oportunidade de fazer as compras para a Ceia de natal.

AC – Estagiária

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